sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Frango Assado com Limão Siciliano



Sabe aqueles dias que você já começa o dia atrasada e tem "zilhões" de coisas para fazer... Pois é, ontem foi assim! No final do dia eu precisava preparar alguma coisa que não fosse trabalhosa para o jantar. Penso daqui, penso dali, consulto a geladeira, vejo meu pé de limão siciliano ainda cheinho e lembrei uma receita que adaptei do Charlô, já há algum tempo. Bingo! O tempo de forno não era problema, pois eu poderia continuar com meus afazeres. E lá fui eu para a cozinha!


Ingredientes:
6 sobrecoxas
Sal e pimenta-do-reino a gosto
2 dentes de alho picados
50 ml de vinho branco
Raspas da casca de 2 limões sicilianos
Suco coado de 2 limões sicilianos
50 ml de azeite
1 colher de chá de orégano
1 colher de sopa de alecrim fresco

Preparo:
Tempere as sobrecoxas com sal e pimenta-do-reino. Preaqueça o forno. Unte uma assadeira com um pouco de azeite, coloque os pedaços de frango e acrescente o alho, o vinho branco, o suco dos limões, orégano, alecrim e o azeite. Feche com papel alumínio e leve para assar por 45 minutos. Retire o papel, regue com o suco que se formou e doure por 10 a 15 minutos. Retire do forno, acrescente as raspas de limão e sirva com uma saladinha de folhas e/ou um arrozinho com tomatinhos picadinhos e parmesão.
É leve, saudável e super saboroso!


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Dolce & Gabbana homenageia em Milão cozinha mediterrânea


No brinco da modelo que desfila a coleção Dolce & Gabana, um farfalle (massa em forma de gravata) sustenta as peças do grande brinco (25/9/2011) Alessandro Garofalo/Reuters






Os estilistas Domenico Dolce e Stefano Gabbana usaram as cores e texturas da região da Sicília, na Itália, para produzir a coleção verão 2012 da Dolce & Gabbana Stefano Rellandini/Reuters.




Roma, 25 set (EFE).- A grife italiana Dolce & Gabbana apresentou neste domingo na Semana da Moda de Milão suas propostas para a próxima temporada primavera-verão, uma coleção muito feminina e com o colorido homenageando a dieta e a cozinha mediterrânea.
A renomada marca italiana apela às origens sicilianas do estilista Domenico Dolce para colocar na passarela - ou na mesa de qualquer casa ou restaurante da Itália - um bom prato de massa com verduras e legumes.
Dolce & Gabbana traz um espetáculo de música e alegria ao ritmo de mambo na voz da atriz Sofia Loren, imagem da italiana voluptuosa que é capaz tanto de arremangar a blusa para cozinhar quanto de emprestar seu brilho a uma festa.
"Não foi fácil estampar cebolas deixando-as femininas", revelaram aos jornalistas neste domingo Domenico Dolce e Stefano Gabbana, que propõem para as mulheres grandes e sinuosas colares e bolsas cheias de cores.
A aposta em cena de Dolce & Gabbana não era casual, além de insistir na volta da "mamma" italiana que passa horas e horas na cozinha, os costureiros quiseram tomar distância da tecnologia que em algumas ocasiões acompanham os desfiles.
Ao desfile de Dolce & Gabbana compareceram muitas celebridades, como a atriz Scarlett Johansson.



DOLCE & GABBANA HOMENAGEIA ITÁLIA COM CULINÁRIA MEDITERRÂNEA http://estilo.uol.com.br/moda/ultimas-noticias/efe/2011/09/25/dolce--gabbana-homenageia-em-milao-cozinha-mediterranea.htm 

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sobre Arroz


O arroz é uma planta da família das gramíneas que alimenta mais da metade da população humana do mundo.


Branco – O arroz branco acaba perdendo até 75% do seu valor nutritivo no processo de refinamento. É o arroz polido, de grãos longos e finos (agulhinha), destituído da camada externa  e do germe. Aqui no Brasil, o nome ‘branco’, derivou da expressão “arroz de branco” da época do Império, quando o alimento era importado da Europa. O arroz do dia-a-dia não é dos mais nutritivos, mas ainda assim é fonte de carboidratos e proteínas.

Integral – Já o arroz integral só tem a sua casca retirada, sem passar por polimentos, mantendo a película que deixa sua cor mais escura e que é onde se concentram a maior parte dos nutrientes, além de apresentar um sabor mais acentuado e uma textura que fica mais firme depois de preparado para o consumo. Por não ter essa película retirada, o arroz integral conserva uma quantidade maior de nutrientes e se mantém como um grão vivo, que pode germinar caso seja plantado. Precisa de mais tempo para cozinhar. É rico em fibras e boa fonte de proteínas, minerais e vitaminas.





Parboilizado – Passa por um processo em vapor de alta pressão e conserva maior quantidade de nutrientes; não precisa ser lavado antes da preparação; os grãos ficam inteiros e bem soltinhos.



Cateto integral IAC 400, desenvolvido pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), tem como característica apresentar grãos intactos, assim preserva sua película e o gérmen, onde se concentra grande parte dos nutrientes. Os grãos são curtos, curvados e translúcidos com maior quantidade de amido, que lhe proporciona cremosidade, brilho e maciez depois de cozido e não o deixa viscoso, ainda permite maior absorção de aromas do caldo ou tempero.
Contêm carboidratos complexos, alto teor de fibras, proteínas, vitaminas do complexo B, minerais. Quando consumido com alguma leguminosa (como feijão, lentilha, grão-de-bico), na porção de 3 partes de arroz para 1 de leguminosa proporciona para o organismo uma combinação de proteínas vegetais de ótima qualidade. Regenera as células nervosas, fornece energia, é macio e de fácil digestão.

Arroz Preto - Um arroz de grão curto e meio arredondado, textura macia, sabor e aroma acastanhado e coloração preta. Cultivado na China há mais de 4 mil anos, com fama de produto afrodisíaco era chamado de “Arroz Proibido”, pois era consumido apenas pelo Imperador, cabendo a seus súditos somente a produção dos grãos. Nos últimos anos chegou à plebe e com a grande descoberta de ser um super antioxidante. Uma única colher cheia de arroz preto contém mais fibra e vitamina E do que a maioria dos outros alimentos antioxidantes, como as cerejas. Mas somente o arroz preto tem a substância chamada antocianina que está diretamente ligada a diminuição de doenças cardíacas e surgimento de câncer, além de ajudar na memória e disposição. E o arroz ainda sai na frente porque tem menos quantidade de açúcar que as frutas. No Brasil, a pesquisa teve início em 1994, desenvolvida pelos pesquisadores do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), órgão da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo.

Arroz vermelho - Acredita-se existirem, atualmente, cerca de 140.000 variedades cultivadas de arroz, dentre as quais se incluem diversos tipos de arroz vermelho, inclusive em seu estado mais natural, conhecido como arroz vermelho selvagem. A denominação “arroz vermelho” deve-se à coloração avermelhada do pericarpo dos grãos, devido ao acúmulo de tanino ou de antocianina.
Muito apreciado na China, Tailândia, Singapura, Malásia, Itália e França. No Brasil, o arroz vermelho, trazido pelos portugueses no século XVI, encontra, hoje, seu maior reduto no estado da Paraíba, no Vale do Rio Piancó, constituindo a dieta básica dos habitantes do sertão nordestino.
Possui suas qualidades nutritivas, energéticas e vitais completas. Como mantém a película interna, se torna rico em vitaminas, sais minerais e fibras. Possui fitoquímicos, nutrientes antioxidantes, no qual pesquisas confirmam sua capacidade na prevenção de doenças. Tem maior quantidade de fibras e proteínas. Baixo teor de gordura. Possui Omega 3 e Omega 6.
O uso diário é benéfico para todo o organismo, favorecendo a qualidade sanguínea e a resistência orgânica imunológica.
É um arroz aromático e altamente saboroso. Ideal para a realização de pratos com frutos do mar, risoto, pratos leves, em sopa e saladas. É ótimo para a elaboração de pratos exóticos.
O prato mais famoso com este arroz vem da Paraíba, onde ele acompanha suã (vértebra) de porco.
Arroz basmati - é um grão muito especial, encontrado na Índia, aos pés do Himalaia. Possui os grãos bem longos e superfinos com uma textura e um aroma únicos, muito apreciado na gastronomia, por uma das suas principais características, que é reter a umidade sem que os grãos fiquem grudados.
Para os indianos, o Arroz Basmati é muito especial, sendo chamado de "o alimento dos reis". Sua importância é tanta que ele ocupa grande parte da refeição, sempre acompanhado de diversos ingredientes.

Arroz Jasmine - Este arroz de grão longo é macio, levemente aglutinante e aromático. Muito utilizado na culinária Tailandesa, seu sabor suave confere uma boa base para pratos apimentados. Dá-lhe o nome o doce aroma da flor do jasmim do Sudeste da Ásia, porque quando cozido, liberta um odor floral semelhante. Também pode ser servido simples, pois não precisa ser temperado.



No final do século XV, o arroz foi introduzido na Itália pelo sul, proveniente da África e do Oriente Médio, nas regiões da Lombardia, Veneto e do Piemonte, locais onde a cultura é mais marcante, e onde as condições naturais dessa área do país contribuíram para a difusão do alimento.
No Brasil, a pesquisa com o Arroz Arbóreo teve início em 1992.

O Arroz Arbóreo - tem grãos grandes, arredondados e curtos, com o centro firme e poroso. Durante o cozimento libera o amido, que lhe confere uma cremosidade delicada e especial, além de ter uma incrível capacidade de absorver líquidos e condimentos. Todas essas características fazem do Arroz Arborio, o ingrediente básico para o preparo do autêntico Risoto, prato típico Italiano.




Carnaroli – É um grão médio, mais fino do que o arbóreo, com grande quantidade de amido, que dá excelente cremosidade ao prato. É o preferido dos italianos. É consistente e saboroso.





Vialone- grão pequeno e atarracado, com consistência mais solta.

Arroz Calasparra - Esta variedade é muito utilizada para fazer a famosa Paella espanhola. Este arroz não absorve tanta água quanto o arbóreo e deve ser manuseado com cuidado, pois é delicado e pode quebrar facilmente.
As variedades de arroz paella espanhol, desde os de grãos miúdos a médios incluem o de Bahia e Calasparra, o séquia e o bomba, cujo grão é firme. Parecem com os risotos italianos de grão branco, largo e oval.
Podem absorver muita quantidade de água e retirar muito dos deliciosos aromas que constituem a Paella. São também ótimos para fazer arroz doce. O de Valencia é o tipo espanhol mais apreciado, porque depois de cozido, fica macio, úmido e gomoso, devido à alta quantidade de amido.

Gohan é o que há de mais essencial na culinária japonesa. Base da alimentação diária do país, os japoneses costumam dizer que "sem arroz não dá para viver". O arroz japonês é diferente do arroz brasileiro, o "agulhinha". Chamado de nihon mai, o arroz japonês é de uma variedade asiática que precisa ser plantada em charcos, com muita água. O nihon mai é também um alimento de importante significado na cultura nipônica. Durante séculos o arroz foi usado como moeda no país. Os salários dos samurais eram pagos com arroz e senhores feudais tinham sua riqueza calculada por seus estoques de arroz. Até hoje lutadores de sumô são simbolicamente premiados com arroz. Mesmo a palha do arroz é considerada sagrada. No xintoísmo, religião nativa do Japão e base do folclore do país, cordas feitas de palha de arroz são usadas para demarcar locais, árvores e pedras onde se acredita que haja uma divindade. Alguns tipos de arroz japonês:
O arroz sasanishiki - anterior à época dos samurais e originário das planícies do norte de Honshu, a maior ilha do Japão. Os grãos são curtos e arredondados, de sabor delicado e neutro, de textura úmida e grãos unidos, macios, que permitem a modelagem durante o preparo. É usado no preparo de sushis e sashimi e também para fazer saquê, vinagre, missô e shoyo. A qualidade dos grãos reside no frescor. Yume-mizuho - É um arroz com alguma doçura.

Arroz Selvagem - apesar do nome, não é um arroz de verdade, mas um tipo diferente de gramínea com menos amido. Trata-se de um grão preto muito longo e fino, com sabor adocicado, que lembra o de amêndoas. Ele oferece boa quantidade de fibras e minerais, como o ferro, além de estar cheio de proteínas. Na culinária, combina com assados. É originário da América do Norte. Pode ser cozido e servido de diversas maneiras. Seu sabor remete a amêndoas! Ao fritá-lo ele explode como pipoca. Esta maneira de prepará-lo abre um leque imenso de possibilidades para uso: guarnição de um assado; misturado a um risoto; acompanhando um peixe; polvilhado em vieira; salpicado em saladas ou simplesmente… puro.
Para preparar, aqueça uma quantidade de óleo suficiente (deve ficar bem quente) e coloque os grãos de arroz selvagem (em pequenas quantidades).
Quando atingir o ponto desejado, retire com uma escumadeira e deixe secar em papel toalha. Tempere com sal e pimenta-do-reino moída na hora e está pronto para o uso. Lembre-se que é um processo rápido.


Arroz Sete Grãos? -Não é um tipo de arroz. É uma mistura de 7 cereais (Arroz Integral, Arroz Selvagem, Trigo Integral, Aveia Integral, Cevada, Centeio e Triticale).

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Cordeiro ao Curry

É em Montparnasse que encontramos a “Brasserie La Coupole”, um dos restaurantes mais conhecidos de Paris. Inaugurado com muita pompa em1927, essa jóia “art deco” com mosaicos de inspiração cubista, madeiras nobres, pinturas decorativas nas paredes e colunas, durante anos foi o centro da vida artística e intelectual da cidade. Ao entrar na brasserie pensem que Picasso, Man Ray, Cartier- Bresson, Buñuel, Henry Miller, Anais Nin, Hemingway, Giacometti, Sartre,Simone de Beauvoir, Gainsbourg, Jane Birkin circularam por lá. 
Da inauguração até pouco tempo atrás, mais de 80 anos de espetáculo e inúmeras personalidades desfilando. Alegre, enorme, cheio de gente famosa e de turistas do mundo inteiro. Quem ainda não conhece o La Coupole não deve perder a oportunidade e rápido, pois dizem que até esse tradicionalíssimo restaurante está em decadência. Foi comprado por uma rede e daqui a pouco, quem sabe teremos vários “La Coupole” no estilo “Mc”.
Os crustáceos são o carro chefe e o célebre Curry d'agneau (cordeiro - receita que data da época da inauguração) atraia inúmeras personalidades, era servido por um garçom em vestimentas tamoul, elaborado de acordo com receita clássica. Durante anos, o restaurante ostentou o mais famoso Cordeiro ao Curry, em Paris, prato indiano que virou francês!
Estive lá em 2007 e claro que pedi o cordeiro, pois, a combinação de texturas e sabores desta receita é surpreendente.
Em 2008, as panelas Staub foram importadas pela Doural e em parceria com a revista Gula elaboraram um concurso (a nível nacional), cujo tema era receitas francesas famosas para amadores e profissionais. Eu participei (por brincadeira), com a receita do famoso “Cordeiro do La Coupole”, e venci! 

Ganhei 1º lugar na categoria profissional! Fui receber o prêmio no Restaurante Marcel (1955), já chefiado pelo neto de Jean Durand, Raphael Despirite, e voltei para casa com as lindas e eficientes panelas Staub!
A matéria foi publicada no especial de aniversário - 16 anos - da Revista Gula. Edição Histórica - 200 anos da vinda da família real.









Olha na foto:Chef Luigi Tartari, eu e J.A.Dias Lopes (que eu adoro ler) 









Quanto à receita, na verdade, fiz algumas pequenas adaptações ao nosso paladar. Gosto da maçã “fuji” por sua crocância, suculência e leve acidez. Prefiro a banana prata por ser menos doce que a banana nanica e mais consistente; aumentei a quantidade dessas frutas, do curry e da páprica. Aumentei também a quantidade de coco e a textura (ralo mais grosso). Prefiro o caldo de cordeiro preparado com legumes e aumentei a quantidade. Não processo o molho (opcional).

Ingredientes:
1e1/2 Kg de Paleta ou pernil de Cordeiro limpo e cortado em cubos
10 ml de óleo de girassol ou canola
2 maçãs fuji
2 bananas prata
01 colher de sopa de curry
01 colher de sobremesa de páprica picante
50 gramas de coco ralado grosso
03 dentes de alho
250 gramas de cebolas finamente cortadas
½ colher de sopa de sal marinho
20 gramas de farinha de trigo
1 bouquet garni (amarradinho de alho porró com salsinha, louro e tomilho).
100 ml de caldo de cordeiro e legumes preparado da seguinte forma:
Sobras de carne de cordeiro cortados
100 g de cenoura fatiada
50 g de cebola fatiada e 3 dentes de alho
1 colher (sopa) de extrato de tomate e1 tomate maduro cortado pela metade
1 bouquet garni e 2 litros de água fria
Ferver lentamente até reduzir pela metade

Para acompanhar:
400 gramas de arroz basmati
Chutney de manga ou de maçã com nozes
Conserva de legumes (picados em cubinhos) ou de cebolinhas
Tomatinhos cereja, cortados ao meio e salpicados de hortelã desidratada
Fatias de 4 maçãs salteadas em manteiga

Preparo:
Doure a carne no óleo, aos poucos com a maçã cortada em cubos e rodelas das bananas. Em seguida, junte a cebola e o alho. Cozinhe por mais cinco minutos e acrescente o curry em pó, a páprica e o coco ralado.
Mexa bem e salpique a farinha de trigo. Adicione o caldo de cordeiro e legumes até cobrir todos os ingredientes. Coloque o bouquet garni e o sal marinho.
Cozinhe em fogo baixo durante uma hora e meia a duas horas, até que a carne esteja macia. Retire o bouquet garni e ajuste os temperos.
Servir com o arroz, as maçãs salteadas na manteiga, os tomatinhos, o chutney de manga e a conserva em pequenas tigelas ao lado.

E aqui, o vídeo feito pelo Lino, em agosto de 2008, para Sabores de Bragança, contando o passo-a-passo da receita campeã:

domingo, 25 de setembro de 2011

Pudim de Claras

O Pudim de Claras é uma das sobremesas prediletas da família, tanto é que não pode faltar nas festas de final de ano aqui em casa!
Aquele doce tão branquinho, leve e aerado, semelhante a uma nuvem que se desmancha na boca e por onde surgem gotículas de caramelo acompanhadas de uma casquinha crocante, é simplesmente irresistível! Remete à infância, a contos de fada, a outro mundo, o mundo da imaginação!
Ingredientes:
8 claras
450 gr de açúcar
1/2 colherinha (café) de fermento em pó
Raspas da casca de 1 limão siciliano
Para a calda de caramelo:
1 xícara de açúcar
1/2 xícara de água

Preparo:
Numa panelinha queime o açúcar e acrescente a água com cuidado. Transfira para a forma de pudim e espalhe bem. Reserve.
Aqueça o forno a 170ºC. Separe as claras das gemas (que serão utilizadas em outras receitas), uma a uma, numa tigelinha separada, antes de adicionar cada clara à tigela da batedeira. Bata as claras até começarem a tomar ponto de "neve", acrescente o açúcar aos poucos e bata (a massa deve ficar meio mole). Junte o fermento e as raspas de limão. Com o auxílio de uma espátula, ponha, aos poucos, as claras batidas em suspiro na forma caramelada. Bata a forma sobre uma superfície para dissolver as bolhas de ar que se formam. Leve ao forno, em banho-maria, por cerca de 35 minutos ou até que a superfície esteja dourada. Espere amornar, desenforme e sirva.

Sugestões:
- Você pode substituir as raspas de limão siciliano por limão taiti, laranja, ou gotas de baunilha, nozes picadinhas, amêndoas... O que sua imaginação permitir!
- Sirva o pudim com creme inglês, baba de moça, calda de chocolate, de frutas... 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Simplesmente Marta

Para Rever:



Incomparavelmente melhor do que a refilmagem feita em 2007: "Sem Reservas" , que na minha opinião, não teve o mesmo tempero do original.

Resumo: Esta é uma deliciosa comédia romântica, que ganhou mais de 10 prêmios internacionais e conquistou o coração dos fãs de cinema em todo o mundo. Martha é uma mulher solteira que vive para uma única paixão: cozinhar. Como cozinheira chefe de um restaurante sofisticado, ela não tem tempo para nada nem para ninguém. Mas sua vida solitária é abalada quando um acidente do destino coloca Lina, sua sobrinha de oito anos, na porta da sua casa. À medida que Martha luta para cuidar da voluntariosa menina, o restaurante contrata um charmoso e descontraído cozinheiro italiano chamado Mario. Desconfiada das intenções de Mario, ela descobre, pouco a pouco, que ele tem uma receita especial para viver... uma receita que vai envolver sua casa e seu coração.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Cestinha de Harumaki com Creme de Chocolate Branco e Calda de Maracujá

Outra receita desenvolvida na cozinha de criação, última etapa da faculdade! Dessa vez, os ingredientes obrigatórios eram massa harumaki (aquela do rolinho primavera), chocolate branco e maracujá azedo. Foi um sucesso!
Ingredientes:
2 quadrados de massa harumaki
1 gema de ovo
60 gr de chocolate branco
40 gr de manteiga integral sem sal
1,5 colher de sopa de amido de milho
2 colheres de sopa de açúcar
120 ml de leite quente
2 maracujás azedos
Papel alumínio
Preparo:
Em uma tigela, bater a gema com o açúcar até ficar esbranquiçado, juntar o amido e o leite aquecido. Passar para uma panela e levar ao fogo até engrossar. Retirar do fogo e acrescentar o chocolate picado, misturando até derreter. Juntar a manteiga batendo para obter um creme leve. Levar à geladeira coberta com um filme plástico para gelar um pouco.
Cortar quadrados (mais ou menos de 20x20 cm) iguais da massa harumaki. Numa forma untada com um pouco de manteiga, levar a massa ao forno 180°C, por aproximadamente 10 min. arrumando-a dentro de um aro também untado. Colocar sobre a massa um peso feito com uma bolinha de papel alumínio.
Preparar a calda de maracujá, levando 30 g. de açúcar, 60 ml de água e a polpa com as sementes ao fogo baixo, até obter uma calda grossa.
Montagem:
Monte o prato colocando a cestinha de massa ao centro, recheada com o creme de chocolate branco e regue a calda de maracujá sobre o creme.
Decore as laterais com a própria calda.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Grissini

Dizem que a história dos “Grissini” começou em 1680 quando o duque Vittorio Amedeo II di Savoia, herdeiro ao trono do Estado Sabaudo, com a saúde muito frágil devido a distúrbios intestinais, consultou o médico da corte, Don Baldo Pecchio, que em um relâmpago de genialidade, diagnosticou uma intoxicação alimentar no jovem duque, devido ao pão contaminado de germes patogênicos intestinais. (Naquela época não havia muita higiene, além disso, o pão era pouco cozido). Interpelando o padeiro da corte, Antonio Brunero di Lanzo, que preparava o pão tradicional de forma alongada (chamado de “grissa”), não precisou de muita intuição para separar da massa em fermentação, algumas tiras de meio polegar e as alongou com o movimento dos braços. Destas tiras de massa, obtiveram uns bastões de pão bem cozido, aliás, “bis-cozido” (a origem da palavra biscoito), com a ausência quase total de água, crocante e com a crosta dourada. Como por um milagre, o duque melhorou da sua gastrenterite, e assumiu o poder no ano de 1713 sendo o primeiro rei Sabaudo. Depois do restabelecimento do duque, o Grissino virou o pão preferido da casa Savoia e foi conhecido e apreciado pelos paladares reais da época:
- Carlo Felice di Savoia apreciava melhor a música do teatro real se pudesse comer no seu palco os gostosos Grissini com polpa de truta.
- A princesa Felicita posou para um pintor da corte com um Grissino na mão e daquele momento em diante foi chamada a ”Princesa do Grissino”.
- Napoleão, depois de experimentar "les petites batons de Turin", como ele chamava, ficou tão entusiasmado que queria produzi-los na França, mas não obteve sucesso instituindo então, um serviço de mala direta para receber todos os dias de Turim os deliciosos bastõezinhos de pão.
O povo logo seguiu os costumes da corte e os Grissini não tiveram dificuldades em se expandir muito além dos muros de Turim. (consulta: republicaitalia.com.br)

Ingredientes:
400 gr de farinha de trigo
15 gr de fermento biológico
300 ml de água
10 gr de açúcar
10 gr de sal
30 ml de azeite
Óleo para untar a forma
Decoração:
Alecrim, orégano, pimenta calabresa, erva-doce, gergelim ou queijo parmesão ralado
Preparo:
Na batedeira com o gancho, colocar todos os ingredientes, exceto a água que deve ser adicionada aos poucos até o final do batimento, quando a massa deve estar macia e elástica.
Retirar da batedeira formando uma bola e deixar descansar (20 minutos) sobre superfície untada cobrindo-a com um plástico.
Abrir a massa em formato de um retângulo com o auxílio de um rolo, sobre superfície levemente enfarinhada, na espessura de mais ou menos 3 mm. Pincelar água, polvilhar com o ingrediente escolhido e passar o rolo novamente para prensá-los.
Cortar em fatias de 1 cm e torcer cada tirinha para ficar com formato de parafuso. Colocar em assadeiras untadas. Fermentar até dobrar de volume.
Levar para assar a 220º por 15 a 18 min.
Retire as assadeiras do forno. Quando os biscoitos esfriarem, coloque-os num recipiente com tampa.
Sugestões: Pode ser utilizado em aperitivos, entradas, lanches, chás da tarde. São deliciosos com sopas, saladas, patês, queijos,manteiga, presunto cru etc.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Banana com Melado e Biscoitinhos de Castanha-do-pará

Para aquele seu chá da tarde, ou na hora do lanche e também como sobremesa, essa é uma combinação bem brasileira e muito saborosa!
Eu desenvolvi essa receita na cozinha de criação quando fiz a faculdade de gastronomia. Os ingredientes obrigatórios eram castanha de caju, melado e banana nanica. Os outros ingredientes eram comuns a todos, porém, você pode substituir alguns itens como indicado abaixo:





Ingredientes
Para os biscoitinhos:
100 gr de castanha-do-pará (ou de caju)
100 gr de manteiga integral sem sal
100 gr de farinha de trigo
80 gr de açúcar
Para as bananas:
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de café rasa de noz-moscada em pó
1 cálice de cachaça (ou conhaque)
1/2 dz de bananas nanica
Melado a gosto (ou mel)




Preparo:
Processar a castanha-do-pará, até o ponto de farinha.
Fazer a massa do biscoito, misturando a manteiga, a farinha de trigo e a castanha-do-pará em partes iguais.
Acrescentar 80 g de açúcar.
Amassar bem, até soltar das mãos; formar os biscoitinhos; colocar em assadeira e levar para assar em forno preaquecido a 180°C. Dourar e retirar para resfriar.
Descascar e cortar a banana em partes decrescentes.
Numa frigideira aquecida, acrescentar manteiga e saltear as bananas, dourando-as rapidamente.
Preparar uma mistura com o açúcar restante, a canela, a noz-moscada e polvilhar as bananas.
À parte, aquecer a cachaça numa concha e flambar as bananas.
Montagem:
Colocar as bananas em um prato, regar com o melado e guarnecer com os biscoitinhos.
Servir morno.
Dica: Guarde os biscoitinhos em lata fechada e sirva-os com café. São uma delícia!

domingo, 18 de setembro de 2011

Biscoito de Polvilho

Quer acompanhamento melhor para o cafezinho da tarde?
Ingredientes:
360 g de polvilho azedo
180 ml de leite
160 ml de óleo de canola
240 ml de água
1 ovo
1 colher (sopa) rasa de sal
Manteiga para untar a forma
Preparo:
Junte o polvilho e o sal numa tigela grande. Misture e reserve.
Coloque o leite e o óleo numa panela e leve ao fogo alto para ferver. Em seguida, retire do fogo e escalde o polvilho. Mexa vigorosamente com uma colher sem deixar esfriar, até obter uma massa homogênea.
Adicione o ovo à massa e misture. Acrescente água, aos poucos, até que a massa atinja uma consistência meio dura. Transfira a mistura para uma batedeira e bata até obter uma massa homogênea. Preaqueça o forno a 180ºC (temperatura média) e unte uma assadeira com manteiga.
Retire a massa da batedeira e coloque num saco de confeitar. Para formar os biscoitos, coloque o bico próximo à assadeira e aperte o saco de confeitar, formando palitos ou argolas. Tente fazer todos da mesma forma e tamanho, assim todos levarão o mesmo tempo para assar.
Leve a assadeira ao forno preaquecido e asse por cerca de 15 minutos.
Retire os biscoitos do forno e deixe esfriar bem. Guarde-os em recipiente fechado, em local seco e arejado.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Chá da Tarde

Conta-se na Inglaterra que uma certa Anna, duquesa de Bedford, sentia uma terrível fraqueza, exatamente no meio da tarde, entre o almoço e o jantar. Esperta, solicitava aos empregados bolos, biscoitos e uma xícara de chá. A moda logo se espalhou entre a aristocracia local e ganhou o nome de chá das 5. Hoje o mundo inteiro adota o costume. 
E, convenhamos, ele cai deliciosamente bem no final das tardes brasileiras que, geralmente são mais frescas e com profundo céu azul! 
Fotos -"Casa e Jardim"
Escolha um cantinho, na saleta, na varanda, no jardim e até mesmo na cozinha; esse encontro, dependendo do propósito, pode variar entre mais informal e super sofisticado; além disso, nós brasileiros não temos a pontualidade britânica e, portanto, as conversas podem durar tardes inteiras. 
Faça para um grupo pequeno, pois, o momento pede aconchego; atente para os detalhes, use flores campestres e toalhas de mesa ou jogos americanos claros. As louças podem ter motivos diferentes e coloque copos para bebidas geladas.
Peças bonitas chamam a atenção e fazem seu conteúdo parecer mais saboroso. Conta uma lenda que o hábito de girar a xícara de chá entre as mãos surgiu na China e serve não apenas para aquecer os dedos, mas também para apreciar a beleza da xícara.
Recipientes variados podem acolher os arranjos florais que são sempre bem-vindos e fazem toda a diferença na decoração. Você pode utilizar xícaras, bules de café e de chá para compor arranjos com flores campestres e/ou rosas.
Na imensa variedade de deliciosas guloseimas, escolha entre bolos, rocamboles, petit-fours, crepes, waffles, profiterolis, quiches, brownies, queijadinhas, sequilhos, rosquinhas. 
Você pode servir pães variados (pães de queijo, croissants, grissinis, torradas, pães integrais), mel, geléias, frios, queijos de sua preferência, frutas frescas, sucos, café, leite e, é claro, o chá. 
Há centenas de chás brasileiros ou importados; é possível misturá-los com frutas ou especiarias; mas optar pelo básico é prático e agrada a todos. Tenha cardamomo, canela, anis- estrelado, torrões de açúcar, fatias de laranja e limão, creme chantilly, dispostos em vários potinhos para que cada um escolha o que deseja acrescentar ao seu chá. 
Coloque tudo sobre uma mesa para que os amigos fiquem à vontade,e, aproveite!
Consulta: "Tudo é Festa", "O Livro dos Chás"