segunda-feira, 30 de abril de 2012

Com sol ou com Chuva, no Campo, no seu Jardim, na sua Varanda ou dentro de Casa: Amanhã é dia de Piquenique!


Tarsila do Amaral

O trabalho surgiu como forma de libertação e não de sacrifício do ser humano!
Um pouco da história - No dia 1 de Maio de 1886 realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos EUA, que tinha por finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias. Estes acontecimentos ficaram conhecidos como a Revolta de Haymarket. Três anos mais tarde,em Paris, na mesma data, escolhida como homenagem às lutas sindicais de Chicago ocorre nova manifestação com o mesmo objetivo . Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersa pela polícia resultando em novo drama. Meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais. A 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama feriado no dia 1 de Maio. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional e este exemplo é seguido por muitos outros países. No Brasil, a movimentação operária tinha se caracterizado por possuir influências do anarquismo e mais tarde do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, ela foi gradativamente dissolvida e os trabalhadores urbanos passaram a ser influenciados pelo que ficou conhecido como trabalhismo. A propaganda trabalhista de Vargas,sutilmente,transforma um dia destinado a celebrar o trabalhador no 1 de maio.
Monet



Na França do século XVII,o pique-nique era uma refeição na qual cada um levava sua parte.Outros historiadores sustentam a tese de que os primeiros piqueniques surgiram na Inglaterra, inicialmente realizados em caçadas e depois celebrados como festas. Nestas reuniões cada convidado levava um prato de comida, podendo ser doce ou salgado.



Ainda se lembra de como é um piquenique campestre?
Nada melhor do que estender uma toalha xadrez no gramado e passar o dia de trabalho na preguiça!
Sanduíches, frios, queijos, tortas, frutas, bolos, docinhos, sucos, refrigerantes e um bom vinho! Tudo muito bem acondicionado.
Guardanapos, sacos de lixo, copos, talheres e pratos podem ser descartáveis. Curta, relaxe e aproveite o seu dia!
E se o tempo não estiver bom crie um clima dentro de casa.
No lugar de toalhas, caminhos de mesa amparam pratos, talheres, copos e serviço de café, deixados para os convidados se servirem.
Utilize uma mesa de apoio para os pratos quentes, temperos, saladas.
Em outro canto, uma tina para bebidas geladas
E cestas de piquenique abertas com os lanchinhos da tarde ( bolos e biscoitinhos).
Casa e Jardim
Pronto! Seu clima de piquenique está perfeito, vamos partir agora, para as sugestões de receitas:
Saladinha de frutas com Cereais -
alkalinesisters.com





Chove? Quer servir um caldinho no final da tarde? Sirva em divertidas canequinhas.
Casa e Jardim



domingo, 29 de abril de 2012

O Julgamento de Paris


Sinopse
O filme é baseado em fatos reais, e retrata os primeiros tempos da indústria do vinho em Napa Valley nos anos 70, e que culminou com a vitória das vinícola californiana Chateau Montelena na competição internacional de melhor vinho em 1976, em Paris, o que acabou colocando a região no mapa dos melhores produtores da bebida.
Qual o melhor vinho do mundo? O mais interessante desse filme é a história real da quebra de tradições milenares. Estrelado por Alan Rickman, o filme é um divertido retrato de como persistência e talento podem superar a tradição.
Alan Rickman é Steven Spurrier, um sommelier dono de uma adega em Paris que tem uma ideia para se aproximar da federação de produtores de vinho. O Estados Unidos estão começando a produzir a bebida na Califórnia e começam os boatos de que o produto é realmente bom. Spurrier se dispõe a ir a Califórnia provar os vinhos, escolhendo os melhores produtores para uma competição às cegas em Paris. Para os franceses é a forma de comprovar que a fama de seus vinhos não é por acaso. Para os californianos é uma oportunidade de serem avaliados sem preconceito. 

A história real aconteceu em 24 de maio de 1976 na capital francesa e marcou o mundo. Eram seis vinhos da Califórnia contra quatro franceses em cada categoria. Nos vinhos brancos, a vitória americana foi mais expressiva, como mostra a análise do blog Jornal do Vinho, onde você encontra também, a pontuação final de cada vinho, retirada do livro de George M. Taber, único jornalista a cobrir o evento.
A trama se desenvolve de forma interessante mesclando o ponto de vista de Spurrier com a dos produtores californianos. Na verdade, a grande disputa é apenas a cereja do bolo. O filme trata da busca por reconhecimento. É o empresário que quer ser reconhecido pelos iguais. O filho que quer o reconhecimento do pai. O homem que acredita em seu sonho. O rapaz que quer ir além do que sua família sonha. A moça que quer entender tudo sobre vinho.
O grande chamariz dessa história que a torna especial é mesmo o fato de ser verídico. O elenco também ajuda. Além de Alan Rickman, temos Bill Pullman em boa atuação e Chris Pine defendendo bem o herói do filme Bo Barrett.
O roteiro de Ross Schwartz com o próprio diretor é bem feliz e a narrativa é gostosa de acompanhar. A direção é correta, tornando o filme bastante agradável. Preparem a garrafa de vinho, pois vai dar vontade de experimentar uma boa safra!

Informações Técnicas

Título no Brasil:
  O Julgamento de Paris
Título Original:  Bottle Shock
País de Origem:  EUA
Gênero:  Comédia / Drama
Tempo de Duração: 110 minutos
Ano de Lançamento:  2008
Estúdio/Distrib.:  California
Direção:  Randall Miller
Elenco:
Chris Pine (Bo Barrett)
Alan Rickman (Steven Spurrier)
Rachael Taylor (Sam)
Freddy Rodrígue (Gustavo)
Dennis Farina (Maurice)
Eliza Dushku (Joe)
Miguel Sandoval (Mr. Garcia)
Bradley Whitford (Professor Saunders)
Joe Regalbuto (Bill)
Hal B. Klein (Shenky)
Kirk Baily (Loan Officer)
Philippe Bergeron (Pierre Tari)

Quem quiser assistir, vai passar durante a semana que vem:
Terça-feira - 01/05 às 3:30 no TC Touch
Quinta-feira - 03/05 às 20:00 no TC Touch
Domingo - 06/05 às 12:15 no TC Touch

sábado, 28 de abril de 2012

Quintas do Douro



Tenho aqui uma das degustações da nossa confraria de vinhos. Coloquei a ficha da importadora – Mistral e as nossas impressões sobre os vinhos. Foram 3 vinhos portugueses da região do Douro, maravilhosos!
O primeiro vinho, Quinta do Infantado, era de cor violácea tendendo a preto, intranponível.
Na análise de olfato percebemos um floral, figo seco, especiarias como a noz-moscada, almíscar, resina e cedrinho.
Um vinho quente, bem alcoólico, com certo amargor, muito encorpado, sem açúcar residual, tânico, de persistência longa e intensidade alta.
Pareceu-nos finalizado na madeira e não fermentado.
Lembra um St Emilion.
O segundo vinho, Quinta do Vesúvio, era violáceo e intransponível, lembrando um porto rubi, sem ser doce, apesar de ter um ataque de nariz adocicado. Com aromas de frutas em compota, canela em pau, cravo-da-índia. Um vinho quente, de persistência longa e intensidade alta. Taninos médios para alto, encorpado e de alta acidez. Tem açúcar residual de 2 a 3%, o que torna o vinho “amabile”.
O terceiro vinho, Quinta do Vale Meão Barca Nova, era mais rubi e bem preto, com aroma quente e frutas em compota, muitas flores, muitas especiarias, frutas secas como amêndoas, figo seco e ainda couro novo, manteiga de cacau. Aqui também tem açúcar residual, é alcoólico, porém menos que o primeiro, é tânico e de acidez alta. A persiatência é longa e a intensidade alta.
Lembra um cru de Bordeaux.

Quinta do Infantado recebe 5 medalhas no Reino Unido 
Douro 2007 resulta de um lote seleccionado de castas tradicionais Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz.
A fermentação fez-se em lagares com desengace parcial e pisa a pé, tradição na Quinta desde 1816.
Produtor: Quinta do Vesúvio
País: Portugal
Região: Douro
Safra: 2007
Tipo: Tinto
Volume: 750 ml
Uva: Touriga Nacional(70%) Touriga Franca(20%) e Tinta Amarela(10%).
Vinhedos: Uvas procedentes de uma unica vinha plantada em 2001, nas zonas mais altas e inacessiveis da quinta(entre 350 a 500 metros de altitude).
Vinificação: Tradicional com controle de temperatura.
Maturação: Envelhecimento em barricas.
Temperatura de Serviço: 18 a 20ºC
Teor Alcoólico: 14%
Corpo: Encorpado
Sugestão de Guarda: Mais de 10 anos
Combinações: Carnes em geral.

O impressionante tinto Quinta do Vesúvio logo em sua safra inaugural já está sendo apontado como candidato ao posto de melhor vinho tinto de Portugal! Elaborado apenas nas melhores safras, é concentrado e exuberante, produzido com uma base de Touriga Nacional, sendo impressionantemente elegante para um tinto tão opulento. A minúscula produção já é objeto de desejo entre os grandes colecionadores de Portugal. Trata-se de um vinho realmente grandioso, de classe mundial. Wine Spectator: 94 pontos (safra 07)
Produtor: Quinta do Vesúvio
País: Portugal
Região: Douro
Safra: 2007
Tipo: Tinto
Volume: 750 ml
Uva: Touriga Nacional(70%) Touriga Franca(20%) e Tinta Amarela(10%).
Vinhedos: Uvas procedentes de uma unica vinha plantada em 2001, nas zonas mais altas e inacessiveis da quinta(entre 350 a 500 metros de altitude).
Vinificação: Tradicional com controle de temperatura.
Maturação: Envelhecimento em barricas.
Temperatura de Serviço: 18 a 20ºC
Teor Alcoólico: 14%
Corpo: Encorpado
Sugestão de Guarda: Mais de 10 anos
Combinações: Carnes em geral.

O disputado "Barca Nova", elaborado com as mesmas uvas que costumavam produzir o famoso Barca Velha. Concentrado, extremamente rico e potente, muito complexo, ele bateu os maiores vinhos de Portugal em uma degustação às cegas organizada pela Revista de Vinhos. Realmente fantástico, foi o tinto português indicado para a lista dos "100 Melhores Vinhos do Mundo" da Wine Spectator em 2005.
Produtor: Quinta do Vale Meão
País: Portugal
Região: Douro
Safra: 2007
Tipo: Tinto
Volume: 3000 ml
Uva: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e outras
Vinhedos: ---
Vinificação: ---
Maturação: ---
Temperatura de Serviço: 18 a 20ºC
Teor Alcoólico: 14,5%
Corpo: alto
Sugestão de Guarda: Mais de 10 anos
Combinações: Carnes, cabrito e cordeiro.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Direto da França

Recebi hoje dos meus amigos queridos Cris e Perci, que estão lá pelos lados de  Carcassonne, 90 km a sudeste de Toulouse, entre os Pirenéus e o Maciço Central francês. Carcassonne localiza-se na encruzilhada de duas vias terrestres em uso desde a Antiguidade: a ligação do Atlântico para o Mediterrâneo e a ligação do Maciço Central a Espanha, à volta dos Pirenéus.

E, vejam a coincidência, uma receita de Aioli, a maionese com alho, que postei aqui mesmo no blog, dia 12 de Abril!

E aqui, sugestões de pratos para acompanhamento:


E, direto da região de Languedoc, o famosíssimo Cassoulet que  para Montagné o prato se dividia em uma “Santíssima Trindade”: o seu “Pai” proviria de Castelnaudary, cidade batizada de “A Capital Mundial do Cassoulet”, no oeste do Languedoc entre Toulouse e Carcassone. O “Filho” proviria de Carcassone, cidade próxima do Golfo do Leão, onde se localiza Marselha. O “Espírito Santo” proviria de Toulouse.
Então, aí está a receita original do famoso Cassoulet
No blog desde 29 de junho de 2011.




Obrigada amigos queridos, pelo carinho e pela lembrança, que sei estar sempre presente quando se trata de um bom prato!!!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Arancini, o Bolinho de Arroz Italiano


Arancini ou arancine são bolinhos de arroz fritos, revestidos com pão ralado (f. de rosca), originário da Sicília no século 10. Geralmente são preenchidos com ragu: (molho de carne com molho de tomate, mussarela, e / ou ervilhas).
Há um número de variantes locais que diferem em recheios e forma. O nome deriva do formato, tamanho e cor, que é a reminiscência de uma laranja (em italiano, a palavra para laranja é Arancia , e arancina significa "laranja pequena").
Muitos cafés também oferecem arancini con burro (manteiga), ou arancini especiais, como arancini con funghi (cogumelos), con pistacchi (pistache), ou con melanzane ( berinjela ).

Ingredientes:
Para o risoto
50 gr de manteiga integral sem sal
1 cebola pequena bem picadinha
200 gr de arroz arbóreo
50 ml de vinho branco seco
1 litro de caldo de galinha
Base do Bolinho
1 ovo
20 gr de queijo parmesão ralado
1 pitada de noz-moscada
Recheio
20 gr de manteiga integral sem sal
1 cebola pequena bem picadinha
100 gr de cogumelos Paris
10 gr de funghi seco
20 gr de presunto picado
20 gr de mussarela em cubinhos
30 ml de vinho branco seco
Sal e pimenta-do-reino a gosto
10 gr de farinha de trigo
Para Empanar
200 gr de farinha de rosca
2 ovos
1/2 litro de óleo para fritar
Preparo:
Coloque a manteiga e a cebola numa panela em fogo baixo e mexa até ficar transparente. Acrescente o arroz e mexa por mais alguns minutos. Junte o vinho e deixe que evapore mexendo sempre. Aumente o fogo e adicione o caldo de galinha concha a concha, mexendo até alcançar o ponto de risoto, deixe um pouco mais seco.
Separadamente, bata o ovo com a noz-moscada e o parmesão ralado, misture bem ao arroz, coloque em um prato e deixe esfriar.
Hidrate o funghi em 50 ml de água morna, não dispense a água que será utilizada posteriormente.
Numa panela, em fogo baixo, coloque a cebola e a manteiga até ficar transparente, acrescente o presunto, o funghi picado e os cogumelos paris picadinhos. Tempere com sal, pimenta, coloque o vinho e deixe evaporar. polvilhe a farinha e acrescente a água reservada do funghi. Cozinhe por alguns minutos e resfrie o recheio.
Para fazer os bolinhos, coloque uma colherada de arroz na palma da mão, faça um buraco no centro, preencha com o recheio e um cubinho de mussarela, feche e enrole formando uma bolinha.
Empane as bolinhas na farinha de rosca, passe no ovo batido e novamente na farinha de rosca. Frite em óleo quente e sirva.





terça-feira, 24 de abril de 2012

Bolo Podre

Esse bolo do Alentejo antigamente era feito apenas em épocas festivas, mas atualmente, pode ser feito em qualquer época do ano, especialmente nessas tardes mais frias, com um bom chá... Hummmm!!! Perfeito!
Ingredientes:
6 ovos separados
250 gr de açúcar
1 colher de sopa de canela em pó
1/4 de xícara (chá) de azeite aromatizado com canela
1/2 xícara (chá) de mel
250 gr de farinha de trigo
1 colher (café) de fermento em pó
Manteiga para untar
Preparo:
Preaqueça o forno a 200º C. Na batedeira coloque as gemas e o açúcar, bata até ficar esbranquiçado. Acrescente a canela, o azeite, o mel e continue a bater. Tire a tigela da batedeira e junte a farinha de trigo e o fermento peneirados, mexendo com uma colher. Adicione as claras em neve misturando levemente. Unte, com a manteiga, uma forma de 26 cm com buraco no meio, coloque a massa e leve para assar no forno (180º C), por mais ou menos 40 minutos.
Nota: Pode usar o azeite comum e dobrar a quantidade de canela em pó. O óleo de canela aqui, é apenas uma sugestão complementar da postagem anterior.







segunda-feira, 23 de abril de 2012

Óleos Aromatizados

Foto: Livro - Cozinha Italiana
Óleos Aromatizados são uma combinação de ervas, raízes, vegetais, especiarias e óleos. Podem ser utilizados como molhos, decoração de pratos, na composição de outros molhos ou por si só.
Vou dar aqui, quatro receitas que aprendi na faculdade e uso muito nas minhas produções:


Óleo Aromatizado com Gengibre
Ingredientes:
50 gr de gengibre fresco
250 ml de azeite virgem
Preparo:
Descasque e corte o gengibre em cubos. Misture ao azeite e bata no liquidificador. Coe e armazene na geladeira por até 2 semanas.


Óleo Aromatizado com Pimentão Amarelo
Ingredientes:
120 gr de pimentão amarelo
250 ml de azeite virgem
Preparo:
Corte o vegetal em pedaços grandes e regulares. Bata no liquidificador com azeite. Processe muito bem a mistura e coe. Armazene na geladeira por até duas semanas.


Óleo Aromatizado com Manjericão
Ingredientes:
1,5 xícara de manjericão
250 ml de azeite virgem
Preparo:
Branqueie o manjericão no azeite aquecido a 80º C no máximo. Bater a mistura no liquidificador. Deixe em infusão por 12 horas. Coe (ou não) e conserve sob refrigeração por até 2 semanas.


revistaestilo.abril - foto Carol do Valle
Óleo Aromatizado com Canela
Ingredientes:
1 pau de canela com 8 cm
1,5 colher de chá de canela em pó
1 pitada de noz-moscada
250 ml de azeite virgem
Preparo:
Aquecer o azeite com as especiarias até 80º C. Deixar em infusão por 12 horas. Coar e guardar refrigerado por até 2 semanas.


Agora e só provar em saladas, molhos, grelhados, na composição de certos pratos...
E experimentar outros sabores como nozes, amêndoas, alecrim, limão siciliano, tomate seco, alho, pimenta calabresa, dedo-de-moça, etc.

Nota: Os vidros de armazenagem devem ser esterelizados.




domingo, 22 de abril de 2012

Lombo de Porco assado com Pêssegos em Calda



Essa é uma receita adaptada do Jamie Oliver. A diferença é que ele não marina o lombo e não tampa com papel alumínio, como eu fiz aqui. Na receita do Jamie Oliver, todos os ingredientes da marinada, excluindo a cebola e as folhas de louro, vão para a assadeira junto com o lombo no momento de assar.
Fiz no sábado para a família comemorar o niver da D. Carmen e ficou maravilhoso! Macio, úmido e saborosésimo!

Ingredientes: 
Para marinar:
1,5 kg de lombo de porco, com a pele
Folhas de tomilho fresco
2 folhas de louro
1 cebola grande picada grosseiramente
5 dentes de alho amassados
1 copo de vinho branco
Recheio:
3 dentes de alho
200g de manteiga
1 lata de pêssegos em calda
Folhinhas de tomilho
Sal e pimenta-do-reino preta a gosto
Para assar:
Fatias finas de bacon
1 copo de água ou caldo de carne
Azeite a gosto
Barbante para amarrar
Preparo:
Coloque o lombo numa bacia e acrescente todos os ingredientes da marinada. Feche com papel filme e leve à geladeira até o dia seguinte.
Preaqueça o forno a 220°C. Faça cortes na parte da gordura do porco com distâncias de 1cm entre eles. Vire a carne e corte uma espécie de 'bolso': um corte profundo o bastante para colocar o recheio, mas deixando uma sobra nas duas extremidades da carne e sem atravessar para o outro lado do lombo.
Pique o tomilho e o alho. Com as mãos, amasse os temperos, a manteiga e metade dos pêssegos. Acrescente sal e pimenta. Coloque a mistura da manteiga no 'bolso' do lombo de porco e feche a abertura. Cubra a parte da abertura com as fatias de bacon. Amarre a carne em três ou quatro pontos com barbante.
Vire a carne com a parte da pele para cima e coloque numa assadeira. Em torno da carne coloque o restante dos pêssegos e a marinada. Esfregue sal e um pouco de azeite na pele, antes de levar o lombo ao forno. Cubra com papel alumínio e deixe assar por uma hora e meia. Retire o papel alumínio, volte ao forno até que a pele fique dourada e crocante.
Retire o lombo de porco da assadeira e deixe descansando numa travessa por 15 minutos, enquanto você prepara o molho que pode ser feito com os sucos da assadeira e pedaços de pêssego.
Eu bati o molho e servi em uma molheira.


sábado, 21 de abril de 2012

Bom Apetite

Sinopse:
Daniel, jovem e ambicioso chef espanhol, consegue o emprego de seus sonhos em um renomado restaurante em Zurique. Logo torna-se protegido do proprietário, Thomas, e faz amizade com Hugo, chef italiano, e com Hannah, sommelière alemã. Todos talentosos, os novos amigos formam um grupo unido. Um dia, Hannah dá um beijo em Daniel, o que é suficiente para que ele se apaixone completamente e questione seu relacionamento com a namorada. Mas ao descobrir que Hannah está grávida de Thomas, que é casado com outra mulher, entra numa espiral que o faz questionar sua vida e seus objetivos.



Título Original:Bon Appétit
Gênero:
Comédia, Drama, Romance
Direção:
David Pinillos
Elenco:
Unax Ugalde (Daniel)Nora Tschirner (Hannah)Herbert Knaup (Thomas)Giulio Berruti (Hugo)Xenia Tostado (Eva)Elena Irureta (mãe de Daniel)
País de Origem:Suíça
Estreia no Brasil:2010

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Sugoli

Sugoli é uma sobremesa preparada com o mosto de uvas tintas, farinha e açúcar, cozida lentamente e depois deixa-se arrefecer. O sugoli pode ser servido frio, como um pudim, ou conservados em um frasco como geléia. É uma sobremesa típica no norte da Itália e do período da vindima . Fonte: wikipedia
Mas, eu me lembro bem que minha avó, descendente de italianos da região do Veneto, preparava sugoli não só com suco de uvas, como também com suco de laranja, de mexerica, de beterraba e, de abacaxi, aproveitando as cascas, miolinhos, pedaços da fruta, como a receita abaixo. Além disso, algumas vezes ela usava farinha de trigo no lugar de amido de milho. Nós adorávamos, a cozinha ficava com um delicioso aroma de frutas e especiarias, ela colocava num pirex e depois de gelado, partia em pedaços. Boas lembranças!!! 

Ingredientes:
1 ½ litro de suco de abacaxi

2 cravos-da-Índia
1 anis-estrelado
300 gramas de açúcar
150 gramas de amido de milho

Preparo:
Para obter o suco de abacaxi, aproveite a casca bem lavada, os miolinhos e ferva em 1 litro de água filtrada, com as especiarias, até ficar bem macio. Coloque no liquidificador e bata muito bem. Passe então por uma peneira, apertando bem para aproveitar todo o suco. Leve todos os ingredientes ao fogo baixo, em panela média e mexa até que engrosse. Coloque em uma forma umedecida com água se quiser desenformar, ou numa travessa, ou ainda em potinhos individuais, como na foto. Ponha para gelar até ficar firme e enfeite com folhinhas de hortelã, abacaxi cristalizado ou até mesmo com a própria fruta em pedacinhos, em compota, em geleia...
Nota: o abacaxi deve ser fervido para obter a gelatinização.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Crepe de Banana com Calda de Damasco

Eu sou definitivamente louca por crepes de qualquer sabor ou forma: recheados com frutas, chocolate, cremes e guarnecidos por compotas, caldas diversas, sorvetes... Uma infinidade de opções! E demorou hein?
Ingredientes:
1 xícara (chá) de farinha de trigo
1 pitada de sal
1 colher (chá) de casca de limão ralada
1 e 1/2 xícara (chá) de leite integral
3 ovos
3 colheres (sopa) de manteiga derretida
Preparo:
Peneire os ingredientes secos, junte a raspa de limão e reserve. Bata os ovos no liquidificador, acrescente a mistura (farinha, sal e raspa de limão). Adicione o leite e a manteiga derretida aos poucos. A massa deve ter consistência cremosa, mas rala. Leve uma frigideira pequena de teflon ao fogo e prepare os discos dourando dos dois lados. Se necessário unte com um pouquinho de manteiga ou óleo. Reserve os discos e prepare o recheio.
Rende mais ou menos 20 crepes.
Recheio e Calda
Ingredientes:
12 bananas
1/2 colher de manteiga para grelhar cada banana
Açúcar a gosto
1 pote de geleia de damasco
2 colheres (sopa) de manteiga
120 ml de rum
Canela em pó
Preparo:
Em uma frigideira aquecida, coloque um pouco de manteiga e grelhe as bananas cortadas ao meio no sentido do comprimento. Ponha metade de cada banana em cada disco de crepe. Polvilhe com açúcar e dobre ao meio ou em leque (quatro).
Leve ao fogo as outras duas colheres de manteiga com a geleia de damasco e o rum, misturando sempre até dissolver. Retire do fogo e adoce, se necessário.
Guarneça as panquecas com a calda, decore com as fatias de banana restantes e polvilhe canela.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Petit Gâteau de Café com Recheio de Gianduia

Petit gâteau é um pequeno bolo de chocolate com casca crocante e recheio cremoso. Foi criado por acidente nos EUA, quando um aprendiz de chefe de cozinha aqueceu demais o forno. Mesmo com o erro, os clientes adoraram a receita e assim popularizou-se nos restaurantes de Nova Iorque na década de 1990 e chegou ao Brasil em 1996. Atualmente, possui variações de recheio e ingredientes que não se limitam mais somente ao chocolate e podem ser de doce de leite, goiaba, tangerina, outras frutas ou bebidas alcoólicas.Também se acredita que o petit gâteau consumido nos EUA e no Brasil seja cópia de uma sobremesa criada em 1981 pelo chef Michel Bras chamada biscuit tiède de chocolat coulant e composta de duas partes: um bolo crocante de chocolate, bem cozido e preparado sem farinha, e um núcleo de chocolate congelado que, quando assado, derrete e fica líquido. Devido à complexidade do preparo, começou a ser copiado como um bolo de chocolate pouco cozido, ou com o miolo cru.
A denominação "petit gâteau" é claramente fabricada e provavelmente de origem norte-americana, dado que em francês significa genericamente qualquer "bolinho" e, portanto, não faria sentido aplicá-la a uma receita específica. Ela é desconhecida na França, até porque gâteau também tem a conotação de biscoito. Entretanto, a composição do bolo pode remeter a uma origem francesa, já que lembra os populares tarte au chocolat e, principalmente, o fondant ou moelleux de chocolat.
Fonte: wikipedia
Ingredientes:
150 g chocolate em barra meio amargo
25 g de café solúvel
125 g açúcar
125 g manteiga
3 ovos
3 gemas
125 g manteiga
100g farinha de trigo peneirada
Recheio:
60 g de chocolate meio amargo picado
30 g de creme de avelãs
Preparo:
Derreta o chocolate e a manteiga em banho-maria.
Enquanto isso, acrescente ao café solúvel mais ou menos 1 colher de sobremesa de água, sem deixar ficar muito mole. 
Em seguida acrescente esta mistura ao chocolate derretido e bata bem.
Em outro recipiente, bata os ovos, as gemas e o açúcar até formar uma massa cremosa. Misture o chocolate derretido. Acrescente a farinha de trigo bem devagar, peneirando por cima. Coloque a massa preenchendo ¾ de formas individuais próprias (5cm de altura e 7cm de borda) untadas com manteiga e farinha e leve à geladeira por 30 minutos.
Enquanto isso, numa panela, em banho-maria, derreta o chocolate meio amargo picado.
Adicione o creme de avelãs, misture até ficar bem liso e coloque dentro de um saco de confeitar. Retire as forminhas da geladeira. Coloque a ponta do saco de confeiteiro no meio da massa (de uma forminha) e vá apertando o saco, com as mãos, até a massa subir e chegar na borda da forminha.  Asse em forno pré-aquecido por 8 a 10 minutos (200ºC.).
Desenforme e sirva ainda quente com sorvete de creme ou crocante como na foto.

Dica:
A temperatura do forno deve ser a mais alta possível, e sempre preaquecido. Por exemplo, se a temperatura do forno caseiro atingir 370°C, assar os bolinhos por cinco minutos. Se a temperatura estiver mais baixa, como 250°C, o tempo de forno deve ser de sete minutos. Os bolinhos estarão no ponto certo quando as bordas estiverem assadas e o centro apresentar textura mole ao ser pressionado com o dedo.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Risoto de Funghi

Risoto já é bom, de funghi é melhor ainda! E com um bom vinho, é excepcional!!!
Ingredientes:
25 g de funghi seco
1 cebola média bem picadinha
2 colheres (sopa) de azeite ou de manteiga para refogar
1 xícara de vinho branco
2 xícaras de arroz para risoto (carnaroli, arboreo ou vialoni)
1 e ½ l de caldo de frango ou legumes
6 colheres (sopa) de queijo grana padano ralado na hora
2 colheres (sopa) de manteiga para finalizar
Azeite de trufas para finalizar (opcional)
Preparo:
Deixe o funghi seco de molho em água morna por ½ hora.
Escorra em uma peneira e reserve a água. Pique os funghi em pedacinhos.
Coloque o caldo numa panela e leve ao fogo alto. Quando ferver, abaixe o fogo e reserve. Enquanto o caldo esquenta, coloque o azeite ou manteiga numa panela e leve ao fogo baixo. Acrescente a cebola e misture bem com uma colher de pau por 4 minutos ou até que fique transparente. Junte o funghi e refogue por mais um minutinho. Coloque o arroz e misture por 2 minutos em fogo alto. Adicione o vinho e misture até evaporar.
Quando for a hora de jogar a primeira leva de caldo, use a água onde os funghis ficaram de molho ao invés do caldo. Nas próximas vezes continue normalmente com o caldo, aos poucos, concha a concha. Conforme o arroz vai secando, vá acrescentando mais caldo. Quando atingir a consistência de risoto (úmido e com o arroz al dente), desligue o fogo e junte o restante da manteiga.  Finalize com o queijo ralado e sirva regado com óleo de trufas.

Dicas: Se estiver usando shitakes ou shimejis retire os talos. Para o paris ou portobello não é necessário. 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Mousse de Banana

Essa mousse tem um sabor incrível, é super cremosa, leve e refinada!
Tenho essa receita há muitos anos, ela é da Neka e para mim é um grande coringa nas ocasiões especiais, tipo Natal, Reveillon, Dia das Mães...
Ingredientes:
120 ml de água
1 envelope de gelatina em pó incolor sem sabor
600 gr de bananada sem açúcar cortada em pedaços
3 latas de creme de leite
6 claras batidas em neve
6 colheres de açúcar
Preparo:
Numa panelinha polvilhe a gelatina na água, misture com um garfo e deixe hidratar (5 minutos). leve ao fogo alto em banho-maria e cozinhe, mexendo sem parar até derreter a gelatina (2 minutos).
No liquidificador, bata a gelatina derretida, a bananada picadinha e o creme de leite até obter uma mistura homogênea (cerca de 5 minutos). Reserve em uma tigela.
Bata as claras em neve e acrescente o açúcar aos poucos, batendo sempre até obter picos firmes. Adicione à mistura de banana e mexa delicadamente. Transfira para uma forma com capacidade para 3 litros, umedecida com água. Cubra com filme plástico e leve à geladeira até ficar firme (cerca de 6 horas).
Enfeite com fitas de coco queimado, avelãs ou frutas de preferência mais azedinhas, como o physalis da foto. 
Sugestão: Sirva com um creme de gianduia, fica divina!



domingo, 15 de abril de 2012

Costelinha de Porco Assada e os Segredos de um bom Molho Barbecue

A Carne
Ingredientes:
2 k de costelinha de ripa
3 dentes de alho amassados
Suco e 1 limão siciliano
1/2 de colher de café de cominho em pó
Sal grosso
Preparo:
Amasse o alho com o suco de limão e o cominho até conseguir uma mistura homogênea.
Esfregue a mistura na carne e deixe na geladeira por 4 horas. Salpique o sal grosso. Embrulhe em papel filme para churrasco e coloque numa assadeira no forno preaquecido por cerca de 2 horas. Retire o papel, pincele um pouco do molho e doure.
Molho Barbecue
Ingredientes:
3 dentes de alho amassados
1 cebola ralada
1/3 de xícara de açúcar mascavo
3 colheres de chá de páprica picante
3 colheres de chá de sal
3 colheres de chá de mostarda seca
3 colheres de chá de pimenta caiena
2 xícaras de ketchup
½ xícara de água
1/3 de xícara de vinagre de maçã
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de molho inglês
3 colheres de sopa de suco de limão 
Preparo:
Em uma panela misture os ingredientes secos. Acrescente o ketchup até ficar homogêneo e junte o restante dos ingredientes líquidos. Leve à fervura em fogo médio, e depois reduzir para fogo brando até engrossar levemente, cerca de 20 minutos.
Atenção: O molho não deve ficar grosso!
Dicas:  Prepare o molho com um dia de antecedência e deixe descansar até o uso.
           Guarde na geladeira em recipiente hermeticamente fechado.