quinta-feira, 31 de maio de 2012

Camarão na Moranga

Como prometi, a receita de camarão na moranga, que também pode ser preparada em uma moranga grande de aproximadamente 1,5 k.
Ingredientes:
8 miniabóboras
1 k de camarões médios limpos
120 ml de azeite
Sal e Pimenta-do-reino a gosto
3 dentes de alho picadinhos
80 g de tomates sem pele e sem sementes em cubinhos
salsinha picadinha a gosto
300 g de requeijão
1 receita de molho branco 
Queijo parmesão ralado para gratinar
Preparo:
Lave as miniabóboras, corte uma tampinha em cada uma e retire as sementes. Polvilhe sal dentro das abóboras e unte com azeite. Asse em uma forma coberta com papel alumínio por 50 minutos. Reserve. Tempere os camarões com sal e pimenta-do-reino. Aqueça o azeite adicione o alho picadinho e doure. Acrescente os camarões e refogue rapidamente. Junte os tomates e a salsinha picada. Mexa. Coloque o molho branco misturado ao requeijão. Recheie cada miniabóbora com o creme de camarões, polvilhe o queijo parmesão e leve para gratinar em temperatura alta.


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Knusper Brezeln

(ou crunchy pretzels, ou biscoitos crocantes)
prietepraat.weblog
Ingredientes:
75g de margarina mole
50 g açúcar de confeiteiro 
150 g de farinha de trigo 
1 gema de ovo
l pitada de sal
1,5 colher de sopa de rum (opcional)
Açúcar cristal para decorar
100 a 150 g de chocolate ½ amargo derretido para banhar
Preparo:
Mexa com uma colher o açúcar com a margarina.
Adicione a gema de ovo e mexa.
Adicione o sal, a farinha e misture.
Embrulhe a massa em papel alumínio e coloque na geladeira por 3 horas.
Polvilhe farinha na superfície a ser trabalhada e também, sobre a massa.
Abra a massa com 3 a 4 mm de espessura e corte com molde ou faça um rolinho bem fininho e molde.
Asse-os em 180° C por 15 a 20 minutos.
Pincele com água e espalhe o açúcar cristal, quando os biscoitinhos saírem do forno.
Derreta o chocolate em banho-maria e mergulhe a parte de baixo dos biscoitinhos. Coloque para secar sobre uma grade.
Sirva com café ou chá. 


Achei ainda, outra receita, no mesmo formato, com especiarias, tipo Spekulaas ou Spekulatius que é uma bolacha natalícia tradicional na gastronomia belga, holandesa e em parte da Alemanha, mas vai muito bem nessa nossa época de frio, já que o nosso Natal de frio não tem nadinha!

http://www.kuechengoetter.de

Ingredientes:

250 g de farinha
100 g de avelãs
Raspas de 1 laranja
1 colher de chá de canela
1 pitada de cardamomo
1 ovo
100 g de açúcar
150g de manteiga amolecida
Para a Cobertura:
1 gema de ovo
1 colher de sopa de água e 2 colheres de açúcar , 1 colher de chá de canela
Preparo:
Amasse os ingredientes da massa, leve à geladeira coberto durante uma noite. Coloque a  massa sobre uma superfície enfarinhada e abra com cerca de 1 cm de espessura. Molde os Pretzels.
Coloque em uma assadeira forrada com papel manteiga. Bata a gema com água e pincele os pretzels. Misture o açúcar e a canela, polvilhe os pretzels. Asse em forno a 190º C por cerca de 8 minutos.


terça-feira, 29 de maio de 2012

O Jantar da Confraria e a Pasta de Picles

Para aqueles meus amigos que não estiveram presentes no jantar da confraria do vinho e que tem pedido o cardápio e a arrumação da mesa do jantar, aqui está, um detalhe da mesa:
Toalha de mesa e guardanapos Alexandre Herchcovitch, da Zelopratos Limoges, talheres de prata, copos para água Aubusson e porta-guardanapos da westwing.


E o cardápio, montado de acordo com as apresentações do meu "amado mestre" André, que recentemente esteve com a Jana, lá pelos lados da Húngria, Áustria e Alemanha:


Aperitivo:
Pão preto
Mini-salsichas da Ceratti, abertas e grelhadas
Mostarda escura com Mel
Pasta de Picles, cuja receita está abaixo:
Pasta de Picles
Ingredientes:
1 xícara (chá) de picles picadinho
1 colher de sopa de gengibre em conserva picadinho
1 copo de iogurte natural
4 colheres (sopa) de maionese limão
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Preparo:
No mixer, coloque o picles picadinho, acrescente o gengibre, o iogurte natural, a maionese e a pimenta-do-reino. Misture bem, acerte o sal e leve para gelar até o serviço.

Entrada:


Prato Principal:

Sobremesa:

Café:
com Knusper Brezeln
(receita no post de amanhã) 
Aguardem!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Sopa Creme de Aspargos


Para o jantar de sexta-feira passada com o meu grupo de vinhos, preparei de entrada esse creme de aspargos. Em maio sempre acontece o festival de aspargos pelos lados da Alemanha, e como meu mestre de vinhos esteve por lá recentemente, fiz o jantar todinho, como já disse no post anterior, lembrando sua viagem, já que decidimos falar um pouquinho da gastronomia da região, no nosso encontro.
Ingredientes:
16 aspargos frescos
2 vidros de aspargos em conserva
1 alho porró fatiado finamente
1 colher (sopa) de manteiga
1 colher de sopa de azeite
1,5 litro de água filtrada
250 ml de creme de leite fresco
1 pitada de noz-moscada
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Preparo:
Com uma faca, corte as partes mais duras e brancas dos talos dos aspargos e despreze. Corte as pontas dos aspargos e reserve para enfeitar cada prato de sopa. O restante dos talos fatie em rodelas médias. Leve uma panela ao fogo para aquecer. Junte a manteiga e o azeite, quando derreter, coloque o alho porró fatiado finamente e refogue, mexendo com uma colher. Quando murchar, acrescente as rodelas de aspargos frescos e em conserva. Cozinhe por 3 minutos, mexendo de vez em quando. Junte a água, tempere com sal, pimenta-do-reino e a noz-moscada.  Deixe cozinhar por 10 minutos. Na própria panela, ou no liquidificador (com um pano de prato dobrado sobre a tampa), bata a sopa até que fique lisa. Junte o creme de leite fresco, misture bem e deixe cozinhar por mais 1 minuto. Verifique o sabor; se precisar, corrija os temperos. Transfira para os pratos de sopa ou tigelinhas e decore com as pontas de aspargos reservadas e branqueadas.
Eu enrolei meus aspargos com uma fatia fina de presunto e servi com duas fatias de rabanada salgada e algumas rodelas finíssimas de aspargos frescos dentro da sopa. Mas pode também ser servida com croutons.

domingo, 27 de maio de 2012

Sachertorte


Alguns bolos nunca perdem seu encanto, por mais antiga que seja a receita!
É no tradicional Hotel Sacher, em frente à Ópera de Viena, inaugurado em 1876 e decorado com mobiliário elegante, antiguidades valiosas e uma famosa coleção de pinturas, que se vende esta especialidade, a Sachertorte.
Foi criada por um aprendiz de confeiteiro que tinha apenas 16 anos – Franz Sacher – em 1832, para servir como sobremesa em um banquete oferecido pelo Príncipe Clemens Metternich. 
Desde então ela se tornou uma das tortas mais famosas do mundo.
Cada fatia vem com um selo de chocolate (semelhante a um lacre, como eram usados antigamente para lacrar cartas, documentos e convites) que comprova a originalidade da Sachertorte.
Por ser uma torta de massa mais “seca”, vem  acompanhada por uma porção de Creme Chantilly sem açúcar. 
A Sachertorte original tem o amarguinho do chocolate bem presente. Aqui, coloquei a receita mais próxima da original, pois a receita é um segredo bem guardado pelo hotel Sacher. Porém, na verdade, fiz uma "falsa sachertorte", pois misturei o chocolate meio amargo com o chocolate ao leite, na massa e no glacê, para ficar mais ao nosso paladar e coloquei também, um pouquinho de açúcar no chantilly.
Ingredientes:
225 g de chocolate meio amargo
375 g de manteiga sem sal amolecida
300 g de açúcar
8 ovos
150 g de maisena
Recheio:
175 de geléia de damasco
¾ de xícara de água filtrada
1 cálice de licor de tangerina
Cobertura - Glacê de Chocolate:
150 g de açúcar
150 ml de água
300 g de chocolate meio amargo picado
Preparo:
Bolo
Unte e enfarinhe uma forma de 25 cm. Derreta o chocolate em banho-maria (quente, mas não fervente), deixe esfriar. Bata a manteiga com a metade do açúcar até formar um creme bem claro e liso. Junte as gemas, uma a uma. Bata as claras em neve e junte o restante do açúcar, batendo até formar um merengue macio. Incorpore o chocolate derretido ao creme de manteiga. Misture o merengue e a maisena peneirada duas ou três vezes alternadamente. Espalhe a massa de modo uniforme na forma e asse em forno preaquecido a 160°C, por 50 minutos. Retire do forno, deixe esfriar por 5 minutos e vire sobre uma grade.
Corte a torta ao meio e recheie com a geleia de damasco. Pincele um pouco também dos lados e por cima de toda a torta.
Em seguida, cubra com o glacê de chocolate, espalhando depressa com uma espátula aquecida. Bata a grade na mesa para assentar o glacê e deixe endurecer antes de colocar no prato de servir.
Geléia de damasco
Leve todos os ingredientes para uma panela e cozinhe por alguns minutos. Deixe esfriar.
Glacê de Chocolate (cobertura)
Faça uma calda com o açúcar e a água, junte os pedaços de chocolate e bata sobre calor médio até derreter e a mistura ficar lisa. Aqueça a 110º C (um pouco abaixo do ponto de bala mole. Para testar use os dedos esfriados em água gelada. Quando a calda atingir a consistência desejada, tire a panela do fogo e bata sobre um pano, numa superfície plana para eliminar as bolhas de ar. Aplique sobre o bolo.
Rendimento: 20 fatias.
Sirva acompanhada de chantilly com pouco açúcar.

sábado, 26 de maio de 2012

Chantilly



Ontem não deu tempo de postar nadinha porque preparei um jantar para meu grupo de vinhos. Na sobremesa, precisei de chantilly e lembrei que muitas pessoas não sabem dar ponto, ou mesmo, qual a melhor medida dos ingredientes. Além disso, é bom destacar que a tigela da batedeira e o creme de leite devem estar bem gelados. Então, aqui está:






Ingredientes:
500 ml de creme de leite fresco
4 colheres de sopa de açúcar
Gotas de baunilha
Preparo:
Bata o creme de leite fresco e bem gelado, na tigela da batedeira também bem gelada, até formar um creme espesso. Acrescente o açúcar e a baunilha e continue batendo mais um pouquinho até ficar bem firme. Quando o batedor deixar marcas nítidas ao ser erguido, o chantilly está pronto, mas cuide  para não bater demais, pois o creme pode se separar.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Ovos Benedict

Muitos amigos já perguntaram a receita de Ovos Benedict, tão mencionado na novela "Avenida Brasil", feito para o café da manhã na casa do "Tufão". A chef Nina, empregada na casa como cozinheira, prepara esses ovos que dão água na boca de muita gente. Então, aqui está a resposta nessa receita realmente deliciosa! Sirva no café da manhã, brunch ou lanche da tarde.

Ingredientes:
2 fatias de pão de forma
2 fatias de presunto (ou lombinho canadense, ou fatias de bacon crocantes, ou fatias de salmão defumado)
2 ovos
Molho holandês (4 a 6 colheres de sopa)
Páprica picante a gosto
Preparo:
Prepare o Molho Holandês.
Preaqueça o forno a 180ºC (temperatura média).
Numa assadeira, coloque as fatias de pão e leve ao forno para torrar por aproximadamente 15 minutos.
Prepare os Ovos Poché.
Coloque duas fatias de presunto sobre cada fatia de pão e um ovo em cima de cada torrada com presunto.
Cubra os ovos com o molho holandês e polvilhe páprica por cima. Sirva a seguir.

Origem:
Muitas historias são contadas para explicar a origem dos ovos Benedict. Uma das mais comuns é aquela que conta que na virada do século 19 para o 20 o casal Benedict ia sempre ao famoso restaurante Delmonico´s em Nova York. Um dia Sr. Benedict perguntou ao maitre se poderia fazer alguma coisa diferente no preparo dos ovos para o brunch. Nesse dia, segundo se conta, nasceu o Ovo Benedict .

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ovos Escalfados (Poché)

Técnica de preparar ovos inteiros, sem casca, sob imersão em água quente. Os ovos devem estar gelados antes do cozimento, para que a clara fique mais consistente quando colocada na água.

Ingredientes:
Ovos
1 l de água
1 colher de sopa de vinagre branco
Sal a gosto


Preparo:
Leve uma panela com a água ao fogo alto para esquentar. Aqueça e adicione o vinagre. Quando começarem a surgir bolhas no fundo da panela, abaixe o fogo e não deixe a água ferver (85º C). Mexa a água, com uma colher, formando um rodamoinho.
Quebre o ovo e coloque dentro de uma concha. Despeje o ovo dentro da água quente sobre o rodamoinho. Deixe o ovo cozinhar por 4 minutos ou até que comece a subir à superfície.
Retire o ovo da água com a ajuda de uma escumadeira e coloque sobre um prato.
Mantenha o ovo num local aquecido enquanto prepara os outros. Polvilhe sal e sirva a seguir.

Molho Holandês


Esse molho clássico elaborado com manteiga, gemas, ácido, sal e pimenta, transforma pratos cozidos à base de vegetais e peixes em algo mais que especial. O molho holandês pertence ao grupo de molhos emulsionados (mistura de dois líquidos que não se misturam), portanto é um molho frágil, podendo separar-se facilmente. O molho deve ter uma textura aveludada e macia, coloração ligeiramente amarelada e sabor marcante de manteiga, levemente ácido.
Ingredientes:
1 colher (sopa) de vinagre de maçã (usei de cidra)
4 a 6 grãos de pimenta-do-reino (preferencialmente branca)
2 colheres (sopa) de água
2 gemas
200 g de manteiga integral sem sal, de boa qualidade
Suco de 1/2 limão
Pimenta caiena moída a gosto
Sal a gosto
Preparo:
Quebre os grãos de pimenta. Coloque em uma panela, adicione o vinagre e leve ao fogo médio. Quando ferver, desligue o fogo e coe o vinagre. Reserve o líquido e despreze as pimentas.
Numa panelinha, derreta a manteiga em fogo baixo. Quando ela estiver totalmente derretida, desligue o fogo e reserve. Obs: Alguns chefs preferem a manteiga clarificada para obter um molho mais estável, eu prefiro mesmo a manteiga derretida, pois o molho fica com sabor mais cremoso.
 
Adicione as gemas e a água à tigela com o vinagre e bata com um fouet (batedor de arame) por 3 minutos até obter uma mistura espumante.
Prepare o banho-maria levando uma panela com um pouco de água ao fogo baixo.
Quando estiver quente, desligue o fogo e encaixe a tigela com a mistura de gemas e vinagre sobre a panela com a água. A água quente não deve encostar no fundo da tigela com o creme de gemas e não deve ferver (pode talhar). Portanto, a temperatura do molho não pode ultrapassar 70º C, para que a proteína das gemas não coagule.
Com o fouet em uma das mãos, continue batendo a mistura de gemas. Enquanto isso, com a outra mão, adicione a manteiga derretida ao creme de gemas em fio contínuo.
Continue batendo constantemente até que a mistura comece a encorpar.
Verifique sempre a temperatura da água do banho-maria e da mistura da tigela. Para verificar a temperatura, coloque o dedo dentro do molho, próximo ao fundo da tigela. A sensação deverá ser quente, mas suportável. Se a mistura começar a esfriar demais, ligue o fogo baixo novamente por alguns instantes até obter a temperatura ideal. Quando o molho estiver bem encorpado, retire do banho-maria. Tempere com o suco de limão, pimenta-do-reino, sal e pimenta caiena a gosto (deve ficar suave). Sirva a seguir.

Obs: Como esse molho é muito delicado, é mais fácil de desandar. Para evitar que isso aconteça, use ovos e manteiga na mesma temperatura. Se os ovos estiverem mais quentes que a manteiga, o molho pode parecer talhado. Caso isso aconteça, continue batendo o molho sobre o banho-maria, até perder a aparência oleosa e talhada, antes de adicionar mais manteiga.
Se a manteiga estiver mais quente que o molho, as gemas cozinham depressa e podem parecer ovos mexidos. Para tentar recuperar, acrescente rapidamente um pouco de água fria ao molho e retire do banho-maria, batendo vigorosamente até ficar liso novamente, caso não funcione adequadamente, passe por uma peneira antes de continuar o preparo.

Derivados do Molho Holandês
Para cada litro de molho adicione:
Molho Bernaise - 60 gr de cebolas picadinhas + 75 gr de estragão picadinho
Molho Choron - 60 gr de purê de tomate + 60 ml de creme de leite + molho bernaise
Molho Foyol - Adicione 90 ml de glacê de vitela ao molho bernaise
Molho Maltaise - 60 ml de suco de laranja + 10 gr de casca ralada de laranja (preferencialmente vermelha)
Molho Mousseline (molho chantilly) - 250 ml de creme de leite batido em chantilly

terça-feira, 22 de maio de 2012

Cannelés



Mais uma receita francesa tradicional e deliciosa que, carinhosamente, a Cris e o Perci trouxeram para mim de sua recente viagem à França. Vejam que maravilha!

O que é?
Canele é uma pequena massa francesa com um creme suave e macio no centro, e uma crosta escura, espessa e caramelizada. A sobremesa, que tem uma forma cilíndrica, pequena e estriada com aproximadamente duas polegadas de altura, é uma especialidade da região de Bordeaux na França, mas pode muitas ser encontrada em confeitarias parisienses também. Preparada com ovos, leite, açúcar, farinha, aromatizado com rum e baunilha, a massa é cozida na forminha, dando à Cannele uma crosta caramelizada e bem cremoso no interior.
wikipedia
História
Em Limoges, houve um alimento chamado "canole", uma especialidade que consiste de pão feito com farinha e gemas de ovos. É possível que este seja o mesmo produto que o vendido em Bordeaux desde o século 18, sob o nome de «Canaule", também escrito "Canaulé" ou "Canaulet". Eles eram tão populares que havia artesãos especializados em prepará-los. Estes padeiros especiais receberam o nome de "Canauliers" e registraram a “Corporation” com o Parlamento de Bordeaux em 1663. A cooperativa só lhes permitiu fazer alguns alimentos muito específicos - "pão bento", "Canaules" e ". Retortillons". Mas, como não faziam parte da Corporação de confeitaria (Guild), foram proibidos de usar leite e açúcar. Massas que continham leite e açúcar - conhecida como "mixtionnée" - foram reservados para a Corporação de confeitaria (Guild).  A guerra entre os "Canauliers" e os cozinheiros chefe de confeitarias sobre o uso da massa "mixtionnée" durou muito tempo. A 3 de março de 1755 a decisão do Conselho de Estado em Versalhes deu a "Canauliers" vitória sobre os confeiteiros.
Os "Canauliers" cresceram a tal ponto que um decreto de 1767 limitou o número de lojas autorizadas. E criou requisitos muito rigorosos de adesão à profissão, mas esse limite nunca foi respeitado. E em 1785 havia nada menos que trinta e nove Canauliers em Bordeaux, entre os quais pelo menos 10 eram no bairro de Saint-Seurin. A Revolução Francesa aboliu todas as corporações, mas não a profissão de Canaulier.
Seriam os Canaules ou Canoles os ancestrais do nosso Cannele moderna? Parece provável pela etimologia da palavra. Por outro lado, nenhum texto, ou inventário de lojas, nem arquivos dão dicas sobre os moldes da “Corporation”. E ainda menos na forma dos moldes utilizados para cozinhar aqueles "Canaules".
themouldinfo/ nonstopsystems
Como Consumir
O Canele é consumido no café da manhã, lanches e como sobremesa. Produzido em inúmeras formas e tamanhos, seu consumo varia. É especialmente apreciado durante degustações de vinhos doces.Tradicionalmente os Cannelés são geralmente vendidos em pacotes com 8 ou 16. É melhor servir o Canele pequeno em cocktails, chás, café da manhã, e a versão grande para sobremesa no final de uma refeição. A bebida pouco importa, porque o Cannele combina igualmente bem com champanhe, chá, vinhos doces ou até mesmo, qualquer tipo de vinho. (fonte: Wikipedia)
Receita:
(Para 12 cannelés)
Ingredientes:
½ l de leite integral
230 gr de açúcar
150 gr de farinha
50 gr de manteiga
1 vagem de baunilha
2 colheres de sopa de rum escuro
2 gemas de ovo
Preparo:
Em uma panela, despeje o leite e a manteiga, deixe ferver. Retire do fogo. Bata as gemas de ovo e incorpore ao leite mexendo bem. Deixe esfriar. Adicione a farinha, o açúcar, o rum, a fava de baunilha aberta. Deixe repousar durante a noite. No dia seguinte passe por uma peneira. Unte as formas com manteiga e despeje a preparação até 1 cm do topo de cada forminha. Cozinhar a uma temperatura de 180º C por 1 hora, ou até que estejam dourado escuro. Desenforme ainda quente sobre uma grade. Experimente com um vinho branco doce, como Sauternes, Jurançon ou Monbazillac.
lapoularde

domingo, 20 de maio de 2012

A Leitoa do Sergio

O Sergio e a Renata formam um casal de delicioso convívio. Ela sempre com muito história para contar e ele, um verdadeiro apaixonado pela culinária, tem seu próprio cantinho de temperos que vasculha em suas viagens; e como eu, guarda seus apetrechos de cozinha junto aos preciosos temperos, como um santuário. A leitoinha da receita é escolhida por ele e criada a "pão-de-ló", a técnica utilizada para assá-la, foi desenvolvida por ele, que desenhou e mandou fazer o quadripé de acordo com a altura e comprimento exatos para que o resultado final seja sempre essa maravilha, que ele generosamente nos presenteou com todos os segredinhos!
Ingredientes:
1 leitoinha de mais ou menos 7 k limpa
Marinada:
3 cabeças de alho bem picadinhas
1 copo de vinagre
1 copo de água filtrada
1 colher de sobremesa de louro em pó
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Utensílios:
1 rolo de papel alumínio
1 forma grande e rasa
1 quadripé de ferro
Preparo:
Numa tigela, prepare a marinada. Faça cortes profundos na leitoa e injete os temperos por toda a carne. Injete também entre toda a pele e a carne. Coloque num saco grande e leve à geladeira por 3 dias, virando a cada 12 horas. Após esse período, coloque no quadripé que deve estar sobre uma forma, enrole-a com papel alumínio vedando todinha e bem junto à carne. Coloque no forno à lenha preaquecido por cerca de 6 horas. Retire do forno e descarte todo o papel alumínio. Mantenha o forno com bastante brasa e sem fogo e retorne a leitoa para pururucar no calor da brasa por cerca de 15 minutos. 

A leitoinha é assada em pé, para mantê-la assim, o Sergio inventou um quadripé de ferro. Dessa forma, ela fica sequinha, todinha laqueada!!! A carne é úmida e macia, com tempero suave como deve ser para uma leitoa jovem. A pele fica bem crocante, sem gordura e espetacular!
Ele ainda prepara um virado de feijão bem úmido, molinho e arroz branco. Tudo isso embalado por muita prosa boa, um lugar que é o verdadeiro paraíso e excelentes vinhos!!! Dá para aguentar???

Definitivamente é de comer rezando!!!


sábado, 19 de maio de 2012

Piemonte e Toscana

Elvio Cogno Barbaresco Bordini 2008 DOCG

Alcool:14,5%
Região: Piemonte
Uva: Nebbiolo
Notas do enólogo:
Rubi na cor vermelha com reflexos granada. Este vinho tem uma grande finesse no nariz, harmonioso e complexo. Sensações de frutas vermelhas maduras, típicos da Nebbiolo, com tons picantes. Taninos envolventes, elegância e grande persistência na boca.
Aclamação da crítica:
"Um vermelho, flexível e elegante, combinando delicadeza e intensidade. Cereja, framboesa, aromas florais e minerais e sabores se encaixam perfeitamente com a estrutura vibrante. Muito harmonioso e muito melhor a partir de 2014 até 2028. "
94 Pontos
Wine Spectator
"Em 2008, o Barbaresco Bordini é muito mais focado que 2007. Cerejas vermelhas, ameixas, alcaçuz, menta e os minerais são algumas das notas que tomam forma na garrafa. O 2008 impressiona pela sua energia pura. É um Barbaresco muito clássico que poderia obter e mais alguns anos na garrafa, menta, alcatrão e alcaçuz . 2015-2023 ". 93 pontos - Fonte: wine.com
Nossas impressões (confraria) - Tem halo, é rubi evoluído atijolado com bastante brilho, intensidade e densidades baixas. No nariz é fresco, com muito floral, ervas e couro antigo. Muito parecido com borgonha. Deve ser aberto antecipadamente. Na boca é super seco e ácido. Com muito tanino, porém, macios. Persistência longa e intensidade média para alta. Alcool alto, mas não se destaca. Tem amargor, como um vermute. (Mestre André Monteiro)
Culinária: Presuntos crus italianos, faisão, pecorino.
Preço: Acima de R$ 160,00

2007 Elvio COGNO Barolo Cascina Nuova DOCG

Alcool: 14,5%
Região: Piemonte
Uva: Nebbiolo

95pts (WS)  "notas de cereja e framboesa, sombreadas com eucalipto e acentos de tabaco. Animado e vibrante, com densos e bem integrados taninos de apoio sem ser intrusivo. Impecavelmente equilibrado, tudo vem junto no acabamento elegante. Melhor a partir de 2014 até 2030. " Bruce Sanderson
4 Estrelas Revista Decanter  "frutos a partir de vinhas jovens. Mineral e framboesa, com grande frescura" é o Barolo DOCG Cascina Nuova 2007, segundo o crítico de vinhos,  Tom Maresca .
93pts (JS ) Muito aromas intensos de frutas secas com trufas brancas.Encorpado, com forte presença de taninos, que são polidos e aveludados.Prolonga-se por minutos. Ame a intensidade e classe. Dê-lhe três ou quatro anos mais de idade garrafa. James Suckling.com
Fonte: wine.com
Nossas impressões (confraria) - Tem transparência, rubi evoluido meio atijolado, com densidade média e intensidade alta. No nariz é quente, tem alcatrão, flor seca. Na boca é seco; com acidez e alcool altos, mas não se destacam e taninos muito altos, mas polidos. Corpo alto.(Mestre André Monteiro)
Culinária: Brasato ao Barolo, Ossobuco, Rabada
Preço: Acima de R$ 180,00

Il Pino di Biserno 2005 - IGT

Alcool: 14,5%
Região: Toscana
Uvas: Cab, Franc 35%, Cab. Sauv. 30%, Merlot 20%, P. Verdot 15%
Tenuta de Biserno, de Marchese Lodovico Antinori,  uma propriedade de 90 hectares no oeste da Toscana, na costa entre as colinas de Bibbona na Maremma Superior. Antinori iniciou o projeto, após vender sua famosa Bolgheri propriedade Tenuta dell'Ornellaia. Bibbona fronteira DOC Bolgheri mas o terroir é diferente: apesar de ambas as áreas serem mais adequadas para varietais de Bordeaux.  Sangiovese, Cabernet Franc são excepcionais em Biserno bem como Merlot, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot.
Análise: de cor profunda e nariz, rico. Fumaça, aromas de lápis. Paladar mineral, salgados e batata frita, com cacau e fruta preta. Adorável. Bom corpo, complexidade maravilhosa para tais videiras jovens. Agora-2015. Fonte: decanter.com
Nossas impressões (confraria) - Preto, sem halo. Intensidade alta, densidade altíssima. É quente, animal, com frutas passadas, pimenta-do-reino e muita madeira. Sem amargor, com alcool destacado, corpo alto; tem acidez, mas é equilibrado; taninos aparecem muito, mas é redondo. Tem açúcar residual. (Mestre André Monteiro)
Preço: Acima de R$ 250,00


La Gerla Brunello Di Montalcino Vigna Gli Angeli DOCG 2004

Alcool: 14%
Região: Toscana
Uva: Sangiovese Grosso
92 pontos de Robert Parker Wine
 Em 2004, Brunello di Montalcino Riserva Gli Angeli emerge do vidro com sensuais frutas vermelhas, especiarias doces e flores. Riqueza do vinho e densidade são impressionantes, enquanto que o carvalho francês acrescenta uma dimensão extra de volume e picante que segue para a rodada, acariciando o acabamento. O Riserva sofre fermentação malolática em carvalho e é envelhecido em uma combinação de 50 e 100 hectolitro-barris. É um esforço fantástico de La Gerla. Vencimento antecipado: 2012-2026. 
92 pontos da Wine Spectator
Mostra muita fruta madura doce, beirando a compota, com ameixa, framboesa e cereja em cima do nariz. Encorpado, com taninos suaves, redondos e fruta deliciosa. 
91 pontos Wine Enthusiast
Vigna gli Angeli é um Brunello rico e muscular que está impregnado de amoras, especiarias, pimenta, couro, alcaçuz e ameixas. Grande concentração de fruta preta. Apesar da intensidade e solidez do nariz, este vinho é delicadamente fresco e persistente na boca, graças a seus taninos firmes.
Fonte: wine.com
Nossas impressões (confraria) - Rubi caminhando para o atijolado com densidade e intensidade média alta. No nariz é quente, tem fruta passada e preta. tostado, açúcar mascavo, couro, pimenta, leve mentol, vai para o figo e tâmaras. Na boca: Acidez e taninos altos, muito seco, com amargor final, de intensidade alta e persistência longa, corpo altíssimo.  
(Mestre André Monteiro)
Culinária: Fungui porcini, trufas, todos os cortes de cordeiro, ragu, polenta e queijos como: estepe, emmental, gouda, chevrotin. 
Preço: Acima de R$ 400,00





sexta-feira, 18 de maio de 2012

Sideways - Entre Umas e Outras

Sinopse:
Miles Raymond (Paul Giamatti) é um homem depressivo, que tenta se tornar um escritor. Miles é fascinado por vinhos e decide dar como presente de despedida de solteiro a Jack (Thomas Haden Church), seu melhor amigo, uma viagem pelas vinículas do Vale de Santa Inez, na California. Eles partem juntos na viagem, mas logo se envolvem com duas mulheres. Jack conhece Stephanie (Sandra Oh), a funcionária de uma vinícola local, que faz com que ele queira anular seu casamento, que está marcado para daqui a poucos dias. Já Miles se interessa por Maya (Virginia Madsen), uma garçonete que tem o mesmo apreço por vinho que ele.



Ano: 2004
Diretor:Alexander Payne
Com: Paul Giamatti, Thomas Haden Church, Virginia Madsen
Gênero: Comédia dramática
Nacionalidade: EUA

Curiosidades:
Foi o próprio diretor Alexander Payne quem selecionou a relação de vinhos que aparecem em cena em Sideways.



quinta-feira, 17 de maio de 2012

O Cassoulet do Languedoc

Meus amigos queridos, Cris e Perci, chegaram da França trazendo na mala diversas receitas para mim. Como não poderia deixar de ser, já que estiveram na região de Languedoc, incluindo a velha Carcassone (la Cité, a Cidadela) que  é uma cidade fortificada, com mais de 1.500 anos de existência. E Toulouse, a maior cidade da Região dos Médios Pirenéus e a quarta maior cidade da França, ganhei mais receitas de Cassoulet. Com esse frio, digam a verdade, combina muiiiiiito!
 O Cassoulet de lá tem menos caldo e por vezes vem com uma crosta pururuca.
Mais informações e receita completa do Cassoulet que preparamos aqui em casa, siga o link. E delicie-se!!!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Sexta-feira, durante um bate-papo...


PK Zinfandel 05



Produtor: Pezzy King
Região: Sonoma County - EUA
Cepa:100% Zinfandel
Alc: 14 %
Envelhecimento: 18 meses em Barrica de Carvalho Francês e Americano.

Vinícola : O Rowes Pezzi King Vinhas foi fundada em 1993, quando Jim descobriu um bom vinhedo. Alinhado nas colinas de Dry Creek Valley foi durante uma visita de  fim de semana que ciente do terroir superior e ela beleza natural do local, que adquiriu a propriedade de 137 acres e realizou a sua transformação em um belo e dos principais produtores de Zinfandel na denominação Dry Creek Valley. O primeiro passo foi a restauração da vinha ao natural, potencial inexplorada: Jim Rowe imediatamente eliminada toda e qualquer utilização de substâncias químicas e aplica todas as técnicas de agricultura natural. Seu compromisso com a qualidade é estendida para a adega,. 
Nota do Produtor: Um vinho de cor rubi escura com um aroma perfumado de framboesa, cacau e especiarias. Voluptuosa textura e concentração de amora e framboesa misturada com carvalho tostado seduz o paladar. Este zinfandel vai bem para os próximos cinco anos.
Impressões: Bom, sólido, bem feito, bebe-se com prazer.
Preço: + de R$ 100,00
Fonte: Ficha Técnica
Semelhante à italiana Primitivo,acompanha muito bem diversos pratos de carne moderadamente condimentados, de embutidos a churrascos a guisados e tortas.

Zorzal Malbec 2010

93WS
Nacionalidade:  Argentina
Região: Gualtallary
Produtor: Zorzal
Variedade:100% Malbec
Alcool:13,9%
Envelhecimento:Guarda

Vinícola: Zorzal representa a intensidade, o romantismo e a paixão Argentina. Localizada em um dos vales de maior altitude da Argentina, os vinhos surpreendem pela tipicidade, estrutura e personalidade, características únicas de um terroir de mais de 1.300 metros acima do nivel do mar.
Notas de Degustação: Vinho amigável com complexidade. Apimentado com frutas misturadas, notas de conhaque, ervas silvestres, especiarias doces e um núcleo de salgados. O paladar mostra espinhosos frutas e especiarias, e baunilha com notas de café. Flexível e poderosa no palato com taninos bem demorado.
Preço: - de R$ 50,00
Fonte: vinhosweb
Excelente vinho para carnes vermelhas.