sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Alambiques Alferes e Coronel Xavier Chaves


Fomos visitar dois alambiques, um bem recente, com instalações modernas e o outro, conhecido como o mais antigo do Brasil.
Cachaça Alferes
Visitamos o alambique que produz a cachaça Alferes. Localizado na fazenda Santa Ana, próximo ao trevo de Tiradentes, a cachaça é produzida artesanalmente dentro dos mais rígidos padrões de qualidade e respeito ao meio ambiente. Acompanhamos todo o processo de produção da cachaça e fiz (meu marido não provou) uma degustação da bebida que é um símbolo nacional. 
Envelhecida em tonéis de carvalho, com selo de controle de qualidade total do IMA, órgão de MG que atesta a qualidade dos produtos.
Média de produção anual: 5000 l.
Tipos:
OURO - tonéis de carvalho -  700 ml
aroma delicioso, leve
JEQUITIBÁ 500  ml - mais seca, mais clara e leve.
CASTANHEIRA  500 ml - mais forte, amarela

Coronel Xavier Chaves
Inserida dentro dos circuitos Estrada Real e Trilha dos Inconfidentes, se destaca por ser uma das cidades mais tranquilas e acolhedoras da região.
Seu cartão postal, a Igrejinha de Nossa Senhora do Rosário, em estilo barroco jesuítico, foi construída de pedra pelos escravos, por volta de 1717.
Duas atrações são imperdíveis: o sobrado construído por Coronel Xavier e o engenho Boa Vista, que produz a cristalina desde o Século XVIII e é considerado pela Embratur, o mais antigo do Brasil em funcionamento. Pertenceu ao irmão mais velho de Tiradentes, o Padre Domingos da Silva Xavier e produz excelente cachaça do mesmo modo que há 250 anos atrás. O engenho foi construído em 1755 e, desde então, nunca parou de produzir cachaça artesanal de boa qualidade.
Hoje, propriedade de Rubens Chaves (na foto abaixo), que está com o engenho há 20 anos dando continuidade ao negócio da produção de cachaça, no qual a família está envolvida há sete gerações.

O Sr. Rubens diz que não tem uma destilaria, tem um museu que funciona como destilaria. E faz questão de dizer que sua cachaça não é envelhecida em barris de madeira. "Minha cachaça é cristalina, não tem vergonha de ser cachaça". Na alambicagem, são aproveitados apenas 130 litros de cada 1.000 litros do mosto da cana. Ou seja, só a parte mais nobre da cachaça.
 O envelhecimento se dá nas garrafas, e o visitante pode comprar cachaças engarrafadas há 20 anos. Para a produção dos 20 mil litros anuais da Século XVIII, Sr. Rubens usa cana orgânica da própria fazenda. A Século XVIII só é vendida no próprio engenho ou na Pousada Sobrado. As visitas devem ser marcadas, mas não conseguimos contato, arriscamos e tanto seu filho como o próprio Sr Rubens nos receberam atenciosamente. 
Sr Rubens é casado com D. Cida Chaves, que eu soube ser uma cozinheira de mão cheia, pesquisadora da comida regional brasileira, especialmente a culinária mineira do século XIX. D. Cida é paulista, mas morou em Minas por 50 anos, infelizmente não pudemos conhecê-la, pois estava ausente. O visitante pode também aproveitar o passeio e se hospedar na Pousada Sobrado, casarão centenário do início do século XX, reformado pelo casal para servir de moradia e hospedagem aos visitantes. São apenas seis quartos bem decorados, num ambiente cheio de verdadeiras relíquias.

A cachaça Santo Grau Coronel Xavier Chaves é produzida no engenho. Ela permanece de seis meses a um ano em tanques de pedra parafinados e subterrâneos. Seu aroma remete aos canaviais de antigamente e seu sabor começa vigoroso e depois torna-se quase doce, preenchendo a boca. Perfeita pura e deliciosa em uma caipirinha tradicional de limão.

4 comentários:

  1. Respostas
    1. Oi magayver, tudo bem?
      Obrigada!!! Vc me deu ânimo para colocar outras viagens. Venha sempre!!!
      Abços
      Simone

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  2. Muito bom colocar duas tão diferentes. É aqui em Minas, uai!
    Mano

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  3. Adorei seu relato de viagem. E deu uma vontade de fazer! Eu vou pra Tiradentes e gostaria muito de saber os contatos pra visitaçao da producao de cachaça. Você poderia me passar se ainda tiver?
    Obrigada,
    Larissa

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